Com aumento injustificável de despesas com PDD’s, lucro do BNB cai 51,5%

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O lucro líquido do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) no primeiro semestre de 2015 foi de R$ 158,4 milhões, o que representa uma expressiva queda de 51,5% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com análise feita pelo Dieese, a redução se deve, principalmente, ao crescimento das provisões do banco com créditos de liquidação duvidosa (as chamadas PDD’s) que cresceram 165,6% no período. O retorno sobre o patrimônio líquido médio do banco (ROE) foi de 10,2%, com queda de 12 pontos percentuais em doze meses.


Os ativos do Banco cresceram 11,4%, chegando a R$ 40,6 bilhões, enquanto o patrimônio líquido atingiu R$ 2,94 bilhões, representando queda de 14,9%. A Carteira de Crédito, considerando-se a carteira do FNE, atingiu a cifra de R$ 61,1 bilhões, com queda de 12,6%, em relação a junho de 2014. As taxas de inadimplência se mantiveram estáveis e extremamente baixas, ficando em 1,1%. Para o Dieese, nem o resultado da carteira e, menos ainda, as taxas de inadimplência justificam tamanho crescimento das despesas de PDD.


Com crescimento de 14,9% em doze meses, as receitas de prestação de serviços e rendas de tarifas bancárias totalizaram R$ 1,1 bilhão. Já as despesas de pessoal reduziram-se em 4%, chegando a R$ 731,2 milhões. Esses resultados impactaram na redução da relação entre ambas e a cobertura das despesas de pessoal por essas receitas secundárias do banco ficou em 147,52% em junho de 2015.


Em doze meses foram abertas 19 novas agências e criados 251 novos postos de trabalho. O BNB encerrou junho de 2015 com 7.114 funcionários.