Com estratégia podemos melhor enfrentar as reestruturações e demissões, diz economista

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“Há necessidade de se olhar para o emprego bancário de uma maneira mais profunda, seja no Bradesco ou no setor como um todo”, afirma a economista Bárbara Vallejos Vazquez, da subseção do Dieese da Contraf-CUT, uma das palestrantes do Encontro Nacional dos Funcionários de Bancos Privados, realizado de 6 a 8/6, em São Paulo, ao falar para bancários do Bradesco.


“Com uma mudança de visão, podemos fazer um melhor enfrentamento contra as estratificações e as reestruturações que os bancos têm imposto. Quando se fala do emprego no Bradesco, não falamos só de bancários, mexemos com os trabalhadores de toda a holding. Por isso, precisamos analisar o ramo financeiro como um todo”, acrescentou Bárbara.


Sobre o alto índice de demissões, ela acredita que os bancos privados já fizeram os ajustes necessários no quadro de funcionários e agora chegou a vez dos bancos públicos aderirem a essa prática. Segundo ela, “os bancários são uma categoria muito criativa, sempre acham soluções para os desafios que surgem. O emprego é o desafio da vez, temos de criar soluções para mantê-lo.”


Bárbara também abordou o aumento nos pedidos de demissões e nas homologações de demissões sem justa causa, desde a compra do HSBC. “Esses dados são preliminares. Precisamos da colaboração de todos os sindicatos para melhorarmos o processo de coleta de dados até que eles sirvam como base de ações efetivas no combate às demissões e por melhores condições de trabalho”.