Comando Nacional discute com BNB Previdência, Saúde e PCR

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O Comando Nacional dos Bancários, sob a coordenação da Contraf-CUT/CNFBNB, reuniu-se dia 21/9, com a Direção do BNB para instalação da mesa temática sobre previdência e discussão dos relatórios das comissões paritárias que trataram da CAMED e da revisão do PCR. A mesa sobre previdência irá focar suas discussões inicialmente sobre a CAPEF, buscando soluções para o plano BD e a otimização do Plano CVI. O início dos trabalhos está marcado para o próximo dia 3/10, quando os dois representantes dos trabalhadores e os dois do Banco se reunirão pela primeira vez para começar os debates. O prazo para apresentação do relatório preliminar é de 30 dias.


As comissões paritárias CAMED e revisão do PCR cumpriram com os seus objetivos, entregando dentro dos prazos estipulados os seus respectivos relatórios. A reunião de ontem foi a primeira na esfera decisória, envolvendo a representação política dos trabalhadores e a direção da Empresa e apresentou alguns avanços. No âmbito da CAMED, o Banco se comprometeu a encaminhar para o Comando Nacional/Contra-CUT/CNFBNB um estudo contendo respostas para todas as sugestões / reivindicações apresentadas no relatório da comissão paritária. Algumas dessas repostas foram adiantadas verbalmente, tais como: 1)encaminhar para análise e deliberação do Conselho Deliberativo da CAMED proposta de adequação entre a sinistralidade e a contribuição dos associados; 2)rever a política comercial da CAMED, transferindo todas as receitas de seguro da Corretora para os planos de autogestão; 3) suspender os reajustes automáticos de janeiro e efetivá-los apenas após estudo atuarial com a participação do Banco e das Entidades; 4) Congelamento do valor da proteção financeira hoje fixada em R$ 1.500, variando apenas a contribuição para garantir essa proteção; 5) Recriação do Fundo de Assistência Médica (FAM) após estudo para identificar fontes de recursos e formas de repasse à CAMED; 6)realizar estudo para implementação de piso para contribuição da CAMED, ficando a complementação que for necessária sob a responsabilidade do Banco.

PCR – A proposta de Comissão Paritária do PCR tem apenas dois pontos divergentes que a Direção do Banco ficou de analisar. Dizem respeito: 1) ao salário de ingresso que os representantes do Banco insistem em manter em R$1.600,00 e os representantes do Comando Nacional reivindicam R$1.637,00 (igual ao da CEF após 3 meses do estágio probatório); 2) ao percentual de promoção que os representantes dos trabalhadores querem manter em 4% e o Banco propõe reduzir para 3%.


Os pontos consensuais entre os negociadores do Comando Nacional e do Banco são os seguintes: 1) redução do tempo de promoção de 2 para 1 ano por merecimento; e de 3 para 2 anos por tempo de serviço; 2) promoção automática de 3% para todos os funcionários, retroativa a 1º de fevereiro de 2011; 3) elevação dos atuais 18 para 27 níveis de promoção em cada uma das carreiras que compõem o atual plano. O Comando Nacional/Contraf-CUT/CNFBNB trouxe à mesa a reivindicação dos Assistentes Bancários no sentido de sua migração para a carreira de Analista Bancário. O Banco ficou de analisar a proposta do ponto de vista legal.

VIA CRUCIS – Apesar dos avanços na Comissão Paritária do PCR, o Comando Nacional/Contraf-CUT/CNFBNB alerta os funcionários de que vai ser preciso muita pressão para que a revisão do PCR seja de fato efetivada. E que a aprovação final terá que percorrer a via crucis que começa pela Diretoria do Banco e vai até o DEST, passando pelo Conselho de Administração e Ministério da Fazenda.


O Comando Nacional/Contraf-CUT/CNFBNB conseguiu do Banco o compromisso de até o final de outubro concluir o processo de avaliação e aprovação interna, de forma a ser encaminhado para o DEST no início de novembro de 2011. Neste mês de outubro, o Comando Nacional/Contra-CUT/CNFBNB estará divulgando com detalhes e debatendo a proposta de revisão do PCR com a base do funcionalismo, através de cada Sindicato. Essa fase do processo tem como objetivo dotar todos os funcionários de informações necessárias para tomada de posição em assembleia, que irá deliberar sobre acordo de revisão, quando este estiver devidamente autorizado pelos órgãos controladores do Banco.