COMITÊ EM DEFESA DA CAIXA LANÇARÁ CAMPANHA CONTRA PRIVATIZAÇÃO

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Empregados da Caixa, representantes de entidades em defesa da moradia, parlamentares e defensores das empresas públicas do país participaram dia 15/10, em Brasília, do pré-lançamento da campanha #ACaixaétodasua, conduzida pelo Comitê Nacional em Defesa da Caixa contra a venda – já em andamento – das partes lucrativas da empresa. Desde o primeiro semestre, a nova direção do banco promove o “desinvestimento” da instituição, com a venda (abertura de capital) da Caixa na bolsa de valores, pela primeira vez em 158 anos.


A equipe econômica do governo está priorizando a venda das subsidiárias que dão mais lucro, como as áreas de Cartões, Seguros e loterias e gestão de ativos. A gestão do FGTS também pode ser privatizada. Reconhecida como o banco dos brasileiros e agente das principais políticas públicas do país, a Caixa, além de empresa financeira, atua como indutor do desenvolvimento regional, principalmente nos municípios mais carentes do Norte e Nordeste. Vender o banco é parar programas e serviços como saneamento básico, financiamento estudantil (Fies), Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida.


Com 158 anos de atuação, a Caixa construiu uma família entre seus empregados. Só quem trabalha na instituição entende o orgulho de pertencer a algo tão importante. A campanha #ACaixaétodasua quer atingir esse público. A campanha #ACaixaétodasua é capitaneada pelo Comitê Nacional em Defesa da Caixa. Para o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, a campanha acontece em um momento decisivo para o país, com um ataque grande às empregas públicas e principalmente à Caixa.


Para a deputada federal, Érika Kokay (PT-DF), a ação é em defesa não apena da empresa, mas de todo povo brasileiro. “A caixa é responsável por 98% do crédito habitacional para a população, uma empresa que deu civilidade ao povo quando centralizou as contas do FGTS. E agora o trabalhador sabe que seus recursos estão sendo geridos para as políticas habitacionais e desenvolvimento urbanos. Por isso, essa empresa é tão importante para o Brasil e a gente quer ela toda, não aos pedaços”, avaliou a deputada.


“Não podemos permitir que as privatizações ou a venda de ativos acabem com os programas sociais e destrua o verdadeiro papel da Caixa. Queremos o apoio da população e dos empregados para fazer a defesa do nosso banco”
Marcos Saraiva, diretor do Sindicato e da Fenae