Contraf-CUT assina convenção coletiva que garante as conquistas da greve

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A Contraf-CUT, seus sindicatos e federações filiados e demais entidades sindicais que integram o Comando Nacional dos Bancários assinaram com a Fenaban no dia 20/10, em São Paulo, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2010/2011, consolidando as conquistas da greve nacional.


“Gostaria nesse momento importante de saudar e agradecer a todos os sindicatos pela grande demonstração de unidade e pela capacidade de organizar a maior mobilização da categoria nos últimos anos, que possibilitaram a assinatura desse acordo com conquistas significativas para os bancários de bancos públicos e privados de todo Brasil”, disse Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional, ao assinar a Convenção.


“As conquistas e os avanços importantes foram alcançadas graças à força da nossa categoria, que mostrou um movimento coeso e forte. Agora é continuarmos a mobilização para conquistarmos as reivindicações específicas em mesa permanente”, afirmou o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra.

ANTECIPAÇÃO DA PLR – O acordo com os bancos prevê o pagamento da antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) até 10 dias corridos após a assinatura da CCT. O pagamento deverá ser feito, no máximo, até dia 30 de outubro.


Assim, haverá o crédito de 60% da regra básica da PLR que corresponde a 54% do salário mais R$ 660,48, com teto de R$ 4.308,60. Também será paga a primeira parcela do adicional da PLR com a distribuição de 2% do lucro líquido do primeiro semestre, podendo chegar a R$ 1.200,00 para cada bancário.

OS PRINCIPAIS PONTOS DO ACORDO DOS BANCÁRIOS


PISO SALARIAL – reajuste de 16,33%, passando a valer R$ 1.250,00 (representando aumento real 11,54%)


REAJUSTE SALARIAL – 7,5% até R$ 5.250,00 (representando aumento real de 3,08%). Para bancários do Banco do Brasil e da Caixa Federal o reajuste de 7,5% será para todos os trabalhadores e sem teto.


REAJUSTE PARA SALÁRIOS ACIMA DE R$ 5.250,00 – R$ 393,75 fixos ou pelo menos 4,29%, o que for mais vantajoso.


PLR – A regra básica será de 90% do salário mais R$ 1.100,80, com teto de R$ 7.181. Caso a distribuição do lucro líquido não atinja 5% com o pagamento da regra básica, esses valores serão aumentados até chegar a 2,2 salários, com teto de R$ 15.798,20.


ADICIONAL À PLR – Além da regra básica, os bancários receberão um valor adicional à PLR de R$ 2.400, o que significa aumento de 14,28%, em relação ao pago no ano passado.