Contraf-CUT e Fenaban debatem prevenção de conflitos no trabalho

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A Contraf-CUT e a Fenaban apresentaram as suas propostas para um programa de Prevenção Coletiva de Conflitos no Ambiente de Trabalho, em 8/12, em São Paulo. As sugestões foram feitas durante a segunda rodada de negociações do Grupo de Trabalho, criado a partir da Campanha Nacional deste ano.

Entre as principais propostas da Contraf-CUT estão a criação de um programa de informação e educação continuada, inclusive com a publicação de um “manual de conduta adequada”, a criação de mecanismos que garantam a possibilidade de denúncia preservando a identidade do bancário, a inclusão do tema nos cursos de formação de gestores e a criação de mecanismos de avaliação dos resultados das ações.

Na proposta dos bancários, a Contraf-CUT enumera as principais situações que são enquadradas como conflitos no trabalho. A situação mais comum é o assédio moral, principalmente o cometido pelos gestores quando pressionam pelo cumprimento das metas absurdas. Além disso, se enquadram também o assédio sexual, a gestão inadequada e qualquer forma de discriminação. O GT será retomado em fevereiro, quando começam os encontros regulares.

Em Fortaleza – A funcionária do Santander/Banespa e diretora do Sindicato dos Bancários, Valéria de Freitas conta que na agência em que trabalha, na Aldeota, o assédio moral é generalizado. “Todos os funcionários sofrem assédio moral. São cobranças pelas metas, falta de respeito com os funcionários. Já exigiram que eu atendesse uma cliente fora do horário de atendimento. Se a gente vai reclamar, eles ainda revidam”, afirma Valéria.

Na agência, há uma clientela de 3.000 pessoas em média para apenas 12 funcionários. Desses, três estão de licença-saúde; dentre eles, Valéria. “É uma demanda muito grande de serviços e eu não agüentava mais gerente gritando e constrangimento na frente de outros funcionários. Tive que pedir licença”, desabafa Valéria.