Contraf-CUT e Unibanco discutem sobre mudanças na RR

22

A Contraf-CUT e o Unibanco se reuniram no dia 16/1, para discutir as recentes mudanças promovidas pela empresa na Remuneração por Resultados (RR) dos bancários.

A RR do Unibanco sempre teve problemas, mas as mudanças pegaram os bancários de surpresa, porque o banco não negociou com os sindicatos e os funcionários já contavam com o pagamento da Remuneração. Segundo informativo distribuído aos gerentes no primeiro dia útil do ano, o pagamento da RR será apenas semestral e não haverá mais antecipações mensais como ocorrem hoje. Além disso, a RR será suspensa caso seu valor seja inferior à da PLR conquistada na Campanha Nacional.

A história da remuneração variável é longa. Até o final dos anos 90, havia a Remag, que pagava de meio a um salário aos elegíveis, dependendo do cargo. Mas grande parte da agência ficava de fora, mesmo os que tinham metas, como os caixas de 8 horas. Em 2000 houve mudanças para pior, com o fim da remuneração direta, para cada venda realizada, e outras medidas que prejudicaram os funcionários. A RR surgiu em 2004, segundo o banco, como projeto-piloto.

A remuneração era semestral, mas havia antecipações mensais de 80%. Os 20% restantes ficavam para o final do semestre, mas, na maioria das vezes, não eram pagos, porque só recebiam os empregados com avaliação A. Como os critérios para esta avaliação eram subjetivos, apenas uns poucos dividiam os 20% acumulados de toda a agência. A perda de cada empregado chegava a R$ 10 mil por ano.

“Mais uma vez, o Unibanco, através de sua diretoria, toma medidas de via única sem a menor preocupação com aqueles que têm contribuído para o crescimento do banco, deixando claro que sua política de RH é desrespeitosa e impositiva, mas isso não nos enfraquece, pelo contrário, estamos atentos e dispostos a lutarmos para nossas conquistas e direitos”, conclui o diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará e funcionário do Unibanco Alex Citó.

A próxima reunião de negociação está marcada para o dia 24/1.