Contraf/CUT recebe registro legal, um marco na história de luta dos bancários

18

A Contraf/CUT recebeu, finalmente, na última terça-feira, 24/6, o registro legal no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), culminando um longo processo de organização e de unificação nacional da categoria iniciado há quase três décadas. “Sempre tivemos a representação de fato da categoria bancária. Agora, com o reconhecimento na Justiça e no MTE do registro sindical, conquistamos de maneira inequívoca também de direito”, comemorou Vagner Freitas, presidente da entidade, ao receber o certificado de registro das mãos do ministro Carlos Lupi.


“Em nome das nove federações e dos 110 sindicatos filiados, sem os quais não haveria a Contraf/CUT, tenho orgulho de receber esse registro, que representa um marco na história de lutas dos bancários e serve de exemplo também para as demais categorias de trabalhadores”, disse Vagner, na presença do presidente da CUT, Artur Henrique, de dezenas de dirigentes sindicais bancários e de outras categorias e do deputado Ricardo Berzoini (PT/SP), um dos fundadores e primeiro presidente da Confederação Nacional dos Bancários (CNB/CUT), a antecessora da Contraf/CUT, criada em 1992.


“É uma honra para mim estar na presidência da CUT neste momento histórico”, destacou Artur Henrique. “Acompanhei esse percurso histórico de muita luta e muita ousadia dos bancários, que ao ampliarem a base de representação para os trabalhadores do ramo financeiro, conquistam um grande avanço nas relações de trabalho no Brasil”.


O deputado Ricardo Berzoini, responsável pelo início do processo de legalização da Contraf-CUT, na época que foi ministro do Trabalho, afirmou que o registro legal da confederação é “a concretização de um sonho de 16 anos de muito enfrentamento”.


Após a solenidade no MTE, a conquista do registro sindical foi comemorada na festa de inauguração da nova sede da Contraf/CUT em Brasília.

Portaria 186 – Após o início do processo de registro da Contraf/CUT e do reconhecimento na Justiça da legitimidade da confederação, o MTE editou, em 10/4, a Portaria 186, alterando os procedimentos para registro sindical no País. Essa portaria avança no sentido de se caminhar rumo a uma maior liberdade e autonomia sindicais, um dos objetivos históricos da Central Única dos Trabalhadores.