Contraf-CUT repudia concentração dos bancos brasileiros

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Após matérias veiculadas na imprensa sobre a possível compra do Banco Santander Brasil, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) foi a público declarar que a possível venda é prejudicial à sociedade brasileira por elevar ainda mais a concentração do mercado bancário.


De acordo com a Contraf-CUT, a crise financeira internacional não deve ser pretexto para incentivar concentrações setoriais que prejudiquem os consumidores, empresas e trabalhadores. A entidade informa que espera que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) não permita um processo de fusão/aquisição que gere tamanhos danos para a sociedade brasileira, principalmente no momento em que existe enorme necessidade de que o setor financeiro contribua definitivamente para o desenvolvimento econômico com distribuição de renda e justiça social.


Reunião com presidente do Santander – Após cobrança da Contraf-CUT, o presidente do Santander Brasil, Marcial Portela, agendou reunião para a próxima quarta-feira, dia 6/6, em São Paulo. A entidade nacional dos bancários havia enviado carta ao banco, dia 25/5, solicitando um encontro com Portela para esclarecer as notícias divulgadas nos últimos dias pela imprensa sobre possível venda da subsidiária brasileira do banco espanhol. “Queremos obter informações sobre a real situação do banco, sobretudo diante da crise financeira da Espanha, bem como as medidas que estão sendo tomadas e o impacto sobre a atuação da instituição no Brasil”, afirma o presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, que participará da reunião. “Estamos muito preocupados com o emprego e os direitos dos 54 mil funcionários e dos milhares de aposentados do banco”, destaca.


Preocupação – “Nas agências do Santander de Fortaleza, os funcionários têm demonstrado preocupação com seus empregos, o que nos deixa também preocupados, pois são mais de 300 pais e mães de família que podem engrossar as estatísticas do desemprego, caso venha a se concretizar a venda do banco”, afirma Eugênio Silva, diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará.