CONTRAF-CUT SOLICITA INFORMAÇÕES SOBRE REVISÕES EM POLÍTICA INTERNA DO BANCO

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O Santander emitiu um comunicado pessoal ameaçando funcionários que não aderirem a uma campanha do banco que desestimula o uso de embalagens plásticas descartáveis. “Muitos ainda não entenderam que não se trata de algo opcional: o plástico de uso rápido está proibido em nossas instalações”, diz o comunicado, para em seguida ameaçar: “a partir de agora, inclusive, o uso ou posse de utensílios plásticos descartáveis, em 100% de nossos prédios administrativos, será considerado falta grave e, para isto, já revimos nossa política interna”.A representação dos funcionários até apoia a campanha de desestímulo ao uso de embalagens plásticas descartáveis. Mas, não se pode aceitar ameaças aos funcionários que não aderirem a uma campanha do banco, uma vez que não existe qualquer tipo de lei que proíba o uso pessoal de descartáveis. A mensagem, da maneira como foi transmitida, pode configurar assédio moral, mas, mais do que isso, mostra a maneira desrespeitosa com que o banco trata seu funcionalismo.


A mensagem causou incômodo e apreensão em muitos funcionários, que temiam represálias e punições. O banco negou que haverá punição, advertência, demissão ou falta administrativa contra bancários que continuarem utilizando utensílios e embalagens de plástico.


No entanto, a Contraf-CUT vai solicitar informações ao sobre as revisões da política interna, alegadas na mensagem, para considerar “falta grave” o uso ou posse de embalagens descartáveis nas dependências do banco. A entidade quer saber o que o banco considera falta grave, quais serão as penalidades e em quais leis o banco se baseia para aplicar as punições aos funcionários que não aderirem à campanha.


“A iniciativa de desistimular o uso de descartáveis é válida, mas ela não pode vir atrelada a um conjunto de ameaças por parte da direção do banco. É preciso esclarecer esses fatos”
Aílson Duarte, diretor do Sindicato e funcionário do Santander