Contraf/CUT vai priorizar isonomia de direitos

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Em 2007, a Contraf-CUT vai intensificar a agenda de lutas específicas no primeiro semestre do ano para que os Sindicatos e Federações organizem atividades que pressionem os bancos a atenderem as reivindicações dos trabalhadores pela isonomia.

Na década de 90, os funcionários dos bancos públicos sofreram uma verdadeira perseguição sem precedentes na história. O governo federal da época fez de tudo para sucatear o emprego que já foi considerado um “sonho” para muitos brasileiros. Além do forte arrocho salarial, os bancários perderam uma série de direitos e o ex-presidente FHC conseguiu criar dois grupos de funcionários: os novos e os antigos.

Foram anos difíceis em que a tônica das campanhas era garantir os direitos conquistados com muito suor. Passado o período tucano, os funcionários dos bancos públicos mudaram suas perspectivas e, a partir de 2003, começaram a recuperar alguns direitos perdidos.

Banco do Brasil – “Foram anos difíceis para o BB em que a tônica das nossas campanhas era garantir os direitos conquistados com muito suor. Passado o período tucano, os bancários do BB mudaram suas perspectivas e, a partir de 2003, começamos a recuperar alguns direitos perdidos. Mas isto é só o começo, pois ainda há diferenças entre os benefícios dos contratados antes e após 1998”, explica William Mendes, membro da Comissão de Empresa do BB.

Caixa – Os empregados da Caixa entregaram um abaixo-assinado solicitando que o projeto de lei nº 6.295/2005, seja votado e aprovado o mais rápido possível. A isonomia entre empregados novos e antigos é um dos itens prioritários pautados para a mesa de negociações permanentes no âmbito da Caixa.

BNB – No Banco do Nordeste do Brasil, por exemplo foram suprimidos, através de resoluções do DEST e do Decreto Lei do Governo da época, vários benefícios dos funcionários do Banco do Nordeste do Brasil, que ingressaram a partir de 1989: licença-prêmio, anuênio, adiantamento de férias, auxílio material escolar e folgas (os dois últimos têm que ser negociados a cada acordo, no caso dos funcionários pós 96). Para o pessoal que ingressou antes de 89, apesar de haver retornado definitivamente os benefícios do anuênio, folgas e material escolar, permanece a discriminação quanto à concessão da licença prêmio, que nunca foi retirado do BB, nem da Caixa.