Contraf negocia emprego, saúde, previdência e PPR no dia 19/2

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A retomada do processo de negociação entre a Contraf-CUT, federações e sindicatos com o HSBC, que estava agendada para o dia 6/2, em Curitiba, foi remarcada para a terça-feira, 19/2, a pedido do banco. Os principais temas em pauta serão emprego, plano de saúde, previdência complementar e PPR/PSV.


As demissões efetuadas pelo banco inglês têm sido um dos grandes problemas enfrentados pelos trabalhadores. Apesar dos lucros astronômicos, o HSBC eliminou 1.836 postos de trabalho entre junho de 2011 e junho de 2012, de acordo com os dados do balanço.


“A falta de funcionários é gritante nas agências e departamentos do banco. Não é à toa que as condições de trabalho estão péssimas, beirando o insuportável. A cada dia, o nível de adoecimento cresce. E quando o bancário fica doente, ele ainda é discriminado e perseguido pelo banco, como apontou a denúncia feita pelo Sindicato dos Bancários de Curitiba ao Ministério Público do Trabalho.


O diretor do Sindicato e funcionário do HSBC, Humberto Filho, ressaltou outro ponto importante da pauta. “O banco também fez alterações unilaterais no plano de saúde neste início de ano que são extremamente prejudiciais para os funcionários, retirando direitos do pessoal da ativa e dos aposentados”, disse.


“Além dos reajustes que encarecerão o custo dos trabalhadores, o banco está criando uma nova divisão entre os bancários: os que são beneficiados pela Lei Federal nº 9.656/98 e têm direito a manutenção do plano de saúde (seis meses a dois anos) por contribuírem mensalmente e os que não terão a chance de contribuir e, por isso, não poderão usufruir da manutenção para além do que determina a convenção coletiva (máximo de 270 dias)”, alerta Alan Patrício, secretário de Assuntos Jurídicos da Contraf-CUT.


O plano de previdência do banco também é alvo de cobrança dos trabalhadores. Lançado no começo do ano passado, o novo plano tem como característica o benefício apenas aos bancários que recebem remuneração acima de R$ 3.500,00 e em poucos meses o banco fechou a possibilidade de adesão.


Os trabalhadores cobram ainda do banco uma valorização na Participação dos Lucros e Resultados (PLR).  Além disso, a empresa insiste em descontar da PLR os valores pagos no programa próprio de remuneração (PPR/PSV).