CUT fará mobilizações em defesa de emprego e salários

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Para defender empregos e salários, a CUT propõe desoneração, redução da jornada e dos juros e pulso firme sobre os bancos, em audiência realizada dia 19/1, com o presidente Lula, em Brasília. A CUT deu início, dia 20/1, a um calendário de mobilizações e protestos em defesa dos empregos, salários e direitos. A CUT já começou por São Paulo a organização de atos e fará em diversas regiões do País e no maior número possível de categorias, para reforçar o posicionamento da Central na defesa dos empregos, dos salários e direitos trabalhistas como pontos primordiais da luta pelo crescimento econômico em meio às turbulências econômicas internacionais.


A CUT mostrou uma pauta ao presidente Lula, reiterando que não aceitará demissões, suspensão de contratos ou redução salarial como pontos de partida de nenhuma rodada de negociação para discutir os rumos do País, destacou algumas das propostas, dentre elas a desoneração tributária nos três níveis de governo, “desde que atreladas à garantia, por escrito, de manutenção dos empregos nos setores e empresas beneficiados”.


Como exemplo de medidas de desoneração, a CUT defendeu a queda da contribuição patronal para a Previdência, mas somente com a garantia de que o Tesouro, ou seja, o governo federal, complemente os valores utilizando-se dos recursos que vem sendo usados para o pagamento do superávit primário e também da correta aplicação das receitas constitucionalmente definidas para a Seguridade Social. “Superávit existe para isso mesmo, para garantir investimento social”, disse o presidente da Central. Artur acredita que o mesmo tipo de negociação tem de acontecer com estados e municípios, especialmente capitais.


A desoneração pode recair também, na visão da CUT, sobre as contribuições do Sistema S. Em nível estadual, sobre ICMS, entre outros. Artur também frisa que a desoneração tem de ser definida tendo como parâmetro uma análise séria da situação de cada setor da economia. A CUT também atacou o comportamento dos bancos e disse que vai cobrar de Lula mecanismos que obriguem o sistema financeiro a reduzir o spread (lucro que o banco obtém por tomar dinheiro a um custo menor do que cobra quando empresta), a liberar crédito produtivo e reduzir taxas de todo o tipo.


Através de seu presidente, Artur Henrique, a Central reforçou a redução da jornada sem redução de salário como instrumento de proteção dos empregos e criação de novos. A Central afirma também que vai continuar cobrando do governo a exigência de contrapartidas sociais em todos os empréstimos e isenções fiscais concedidos pelos recursos públicos. E que os investimentos públicos continuem seu fluxo normal.