Definida estratégia mundial da campanha por acordo global com HSBC e Santander

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A luta por um acordo marco global que garanta direitos básicos para todos os trabalhadores de HSBC e Santander no mundo já começou. Em seminário da UNI Finanças, encerrado na quinta-feira, dia 18/3, em São Paulo, sindicalistas dos dois bancos de 19 países definiram as estratégias da campanha mundial, bem como os princípios gerais da proposta de acordo.


Os trabalhadores também oficializaram a criação de uma aliança mundial de sindicatos comprometidos em trabalhar pelo acordo. Por meio dessa rede, serão realizadas ações coordenadas em todo o mundo, com dias de luta e manifestações.


“É muito importante o comprometimento dos sindicatos em todo o mundo. O exemplo dado pela Contraf-CUT, ao sediar esse evento, e as ações desta quinta-feira no Santander e HSBC, mostram o que os nossos afiliados são capazes de fazer”, disse Oliver Röethig, secretário-geral da UNI Finanças.


Uma petição on-line de apoio ao acordo, a ser enviada aos bancos, será disponibilizada no site da UNI Finanças. Além disso, os sindicatos de todos os 124 países que abrigam unidades de HSBC e Santander passarão um abaixo-assinado físico entre os bancários, de forma a manifestar a adesão dos trabalhadores à campanha.


“Nossa história de organização sindical, com a mobilização dos trabalhadores e o diálogo com os bancos, já trouxe frutos importantes para os bancários, como a Convenção Coletiva de Trabalho em âmbito nacional. Essa experiência, que serve de exemplo para outros países, comprova que é possível construir um acordo global para todos os trabalhadores do planeta”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.


As campanhas pelo acordo com HSBC e Santander serão conduzidas de forma separada pelos bancários. Foi decidida a criação de duas comissões organizadoras, para coordenar as ações. O Brasil está representado nas duas comissões, através da Contraf-CUT e do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

Veja alguns princípios definidos para a proposta de acordos globais:


– Um salário razoável que sustente a família;


– Benefícios decentes e proteção social, incluindo cuidados com a saúde, abonos de faltas por motivos médicos e férias remuneradas onde eles não existem;


– Pagamento justo por todas as horas trabalhadas;


– Fim da pressão feita sobre os bancários para vender produtos;


– Compromisso e respeito com o direito de todos os funcionários de se associarem e formarem organizações sindicais sem a oposição ou obstáculos impostos pela empresa;


– Respeito às leis nacionais em todos os países.