Definido calendário de negociação específica da Campanha 2012

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Caixa Econômica Federal definiram o calendário para as negociações específicas da Campanha Salarial 2012, que serão realizadas concomitantes com a mesa unificada da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Esse calendário foi definido durante reunião da mesa de negociações permanentes, ocorrida na segunda-feira (30/7), em Brasília. A pauta específica dos empregados da CEF foi entregue à direção do banco em São Paulo no último dia 1º/8.


Na Caixa, a primeira rodada de negociação específica está confirmada para o dia 10/8, em Brasília, quando os representantes dos bancários e da empresa irão debater os itens de saúde do trabalhador e Saúde Caixa. A segunda rodada, também em Brasília, está agendada para o dia 17/8. Outras datas serão definidas de acordo com o andamento da Campanha Nacional deste ano, tendo em vista as negociações específicas ocorrem concomitantes com as rodadas gerais de toda a categoria.


O coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e diretor vice-presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, avalia que a campanha 2012 ocupará as unidades bancárias de todo o País tão logo seja efetivado o ato de entrega da pauta unificada de reivindicações da categoria bancária à Fenaban e da pauta de reivindicações específicas para a Caixa, ambas entregues dia 1º de agosto, em São Paulo. Jair Ferreira acrescenta que os bancários vão precisar de muita mobilização e luta para conseguir manter a trajetória de conquistas que marca a categoria nos últimos anos. A CEE/Caixa assessora o Comando Nacional dos Bancários nas negociações específicas com a Caixa.


A rodada de negociação permanente tratou ainda de questões relativas ao atraso na distribuição do vale-transporte, GT Saúde, substituição do empregado que se ausentar do serviço, ranqueamento e condições de trabalho nas Ret/PVs.

GT Saúde do Trabalhador – A Contraf-CUT questionou novamente a forma equivocada como o Gesad vem interpretando o funcionamento e as atribuições do GT-ST e do Conselho de Usuários do Saúde Caixa, consubstanciadas no comunicado enviado após a última reunião do Conselho realizada em 19/6 último. De acordo com o informativo, importantes alterações no RH 43 que disciplina os procedimentos operacionais do Saúde Caixa, teriam sido procedidas de acordo com debates ocorridos naquela reunião, tentando imputar a responsabilidade de ações unilaterais da empresa aos representantes eleitos do Conselho, inclusive ferindo dispositivos garantidos no ACT em vigor.


É importante frisar que o Conselho de Usuários tem papel fundamental de acompanhamento da gestão e da aplicação dos recursos do plano podendo sugerir mudanças. Portanto, toda e qualquer alteração pode ser proposta pelo Conselho, porém sua efetivação deve-se dar na mesa de negociação, e para isso existe o GT-ST, cujo papel é auxiliar a mesa de negociação nos temas específicos de Saúde do Trabalhador e Saúde Caixa.

Substituição de empregados – A Contraf-CUT questionou o fato de a Caixa não estar permitindo as substituições dos assistentes de negócios nas agências onde existam duas dessas funções, por ocasião de afastamento de um deles, o que tem provocado aumento na já elevada sobrecarga de trabalho. Os representantes do banco afirmaram não haver alteração normativa nesse sentido e ficaram de verificar o problema, buscando solucioná-lo.

Divulgação de Ranking – Foi também apresentada a denúncia de que em muitas unidades tem havido a divulgação de ranking de empregados por venda de produtos, em descumprimento à CCT. A Caixa informou que orienta todas as unidade a cumprir a cláusula, afirmando tratar-se de atitudes isoladas por parte de alguns gestores. Os representantes dos trabalhadores registraram que isso vem ocorrendo na grande maioria das agências e que seria necessário a Caixa expedir uma orientação caracterizando expressamente a ilegalidade dessas iniciativas. A Caixa solicitou que os casos sejam informados para que ela possa adotar as providências cabíveis.

Retaguarda nas unidades – A respeito das Ret/PVs, os problemas apontados pelas representações dos empregados foram a manutenção das rotinas inadequadas e do excesso de trabalho. Há casos de empregados, como os tesoureiros, que trabalham além de sua jornada, abrindo e fechando agências. A Caixa reconheceu a carência de pessoal. As contratações, por exemplo, não ocorreram em quantidade suficiente para suprir sequer as 418 vagas com as quais a empresa havia se comprometido. A meta era de completar essas contratações até junho deste ano, prazo que não foi cumprido. A Contraf-CUT – CEE/Caixa lembrou que a falta de investimento na mudança de processos tem provocado sobrecarga de trabalho e mesmice nas rotinas das unidades. O desafio é fazer essas mudanças ou oferecer condições dignas para os empregados trabalharem.

Contratações – A Contraf-CUT manifestou preocupação em relação ao ritmo das contratações, pois hoje o total de empregados é de 88.900. Contudo, esse número irá diminuir com a demissão dos empregados aderentes ao Programa de Apoio à Aposentadoria (PAA). A Caixa, no entanto, afirmou que irá cumprir o compromisso de 92 mil empregados até o final do ano, firmado no ACT 2011/2012.

Confira as principais reivindicações específicas na Caixa


• Contratação de mais empregados. Cem mil já!


• Saúde do trabalhador e melhores condições de trabalho.


• Isonomia.


• Recomposição do poder de compra dos salários.


• Solução dos problemas do Saúde Caixa.


• Extensão do tíquete e cesta-alimentação para aposentados e pensionistas.


• Fim à discriminação dos participantes do REG/Replan não saldado.


• Fim do voto de minerva na Funcef.


• Pagamento integral de toda hora extra realizada.


• Em defesa da jornada de 6 horas.


• Fim dos correspondentes bancários.


• Fim do assédio moral.