Demissões aumentam lucro no 1º trimestre

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O Bradesco atingiu lucro líquido recorrente de R$ 5,1 bilhões no primeiro trimestre de 2018, alta de 9,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi impulsionado pelo aumento das receitas de prestação de serviços e pela diminuição das despesas operacionais de pessoal e administrativas.


O crescimento do lucro se deu enquanto o número de postos de trabalho diminuiu e a sobrecarga de trabalho aumentou. Isso leva a piora do atendimento e a reclamações de clientes contra a falta de funcionários para melhor atendê-los. O número de empregados da holding caiu para 97.593, redução de 9.051 postos de trabalho comparado a março de 2017, influenciado fortemente pelo PDVE (iniciado em agosto de 2017) com adesão de 7,4 mil empregados. Somente nos últimos três meses, foram eliminados 1.215 postos de trabalho.


A diminuição de vagas resultou no aumento da sobrecarga de trabalho para os bancários remanescentes.  A receita de prestação de serviços e tarifas cobradas dos clientes aumentou 4,3% em 12 meses (R$ 6,036 bilhões). Somente com esse valor, o Bradesco paga todos os seus empregados (R$ 4,635 bilhões) e ainda sobra R$ 1,4 bilhão.


“Exigimos melhores condições de trabalho e mais funcionários para melhorar o atendimento e poupar a saúde dos bancários. A falta de funcionários é reclamação recorrente em várias unidades e esse lucro prova que o Bradesco pode fazer mais contratações”
Telmo Nunes, diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará