Denúncias contra gestores devem ser investigadas, mas banco deve permanecer 100% público

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A Caixa Econômica Federal é um banco público e está presente na vida de todo o povo brasileiro. Sua maior marca desde que foi criada em 1861 é o compromisso com cada cidadão deste país, notadamente com o segmento mais pobre da população. Como principal parceira do governo federal, a Caixa tem papel fundamental na política de inclusão social. Financia ações como moradia, saneamento básico (água e esgoto), obras públicas, educação e prestação de serviços, contribuindo assim para melhorar a vida das pessoas.


Esse cotidiano de atuação, típico de um banco 100% público, foi mais uma vez objeto de ataques recentes por parte do governo ilegítimo de Michel Temer. É que, em face das denúncias de corrupção praticadas por gestores da empresa, investigados por “gestão temerária” em operações da Polícia Federal, conforme notícias veiculadas na semana passada pela mídia, o Ministério da Fazenda se aproveitou da situação para mirar na dilapidação do patrimônio público.


Diante disso, os empregados apoiam à apuração das denúncias, tendo claro que esse trabalho precisa ser conduzido em qualquer empresa pública, não devendo, sob qualquer hipótese, ser utilizado para fins alheios ao interesse público. Nesse caso, aliás, o pleno direito de defesa precisa ser oferecido aos denunciados, mas a investigação tem que ser feita, até para preservar o caráter 100% público do banco.


A pauta privatista está em curso e representa o resgate de propostas de enfraquecimento da empresa pública. A consequência direta e previsível disso é a transferência para bancos privados de operações lucrativas, ficando reservada à Caixa apenas aquelas atividades que não dão retorno e não interessam à iniciativa privada.


A Fenae e demais entidades representativas dos empregados lutam para que a Caixa permaneça como um banco 100% público, comprometido com a execução das políticas sociais de interesse da população brasileira, a exemplo do programa Minha Casa, Minha Vida e de ações na área de desenvolvimento urbano. Esse espírito está na campanha “Defenda a Caixa você também”, e mostra que o banco precisa continuar à frente do desenvolvimento econômico e social do Brasil.


“É necessário levar adiante a luta pela Caixa 100% pública e pela retomada do Estado Democrático de Direito. Defendemos a Caixa como banco público à frente do desenvolvimento econômico e social brasileiro, e também uma política de valorização dos empregados”
Marcos Saraiva, diretor do Sindicato e da Fenae