Desemprego, renda inferior, baixa escolaridade e violência

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Dia 20 de novembro foi comemorado o Dia da Consciência Negra, data que consagrou o líder negro Zumbi dos Palmares (1655-1695) e os seus ideais de liberdade. Mas como anda a realidade da população negra no Brasil? Pesquisas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e OEI (Organização dos Estados Ibero-americanos Para a Educação, Ciência e a Cultura) divulgadas semana passada, apontaram que a população negra ainda enfrenta problemas de desigualdade social. Desemprego, falta de escolaridade, renda inferior e violência fazem parte do cotidiano da população negra e parda do País.

Segundo o estudo do IBGE e do DIEESE, a escolaridade é menor e o rendimento médio é equivalente à metade do recebido pela população branca. Nos dois estudos foi constatado que mais da metade dos desempregados são negros. Segundo o “Mapa da Violência de 2006 – Os Jovens do Brasil”, divulgado pela OEI, o índice de violência sofrida pelos negros também é desproporcional. O estudo coloca o jovem negro como principal alvo: com 72,1% das mortes.

Celebrações no Dia da Consciência Negra em Fortaleza – concentração às 15 horas, na Praça Clóvis Beviláqua, saindo até a Praça do Ferreira onde os manifestantes fizeram ato público com as entidades do movimento afro-brasileiro, que atuam no Estado. Afrodescendentes estiveram presentes às apresentações, exposições de arte, música e cultura afro.

20 de novembro: Zumbi dos Palmares foi reconhecido como herói pelo governo federal em 1995. Nove anos depois a Câmara Municipal de Vereadores de São Paulo aprovou o dia 20 de novembro como feriado municipal, que pela primeira vez será comemorado em um dia útil. Quem foi Zumbi dos Palmares: Líder máximo do Quilombo de Palmares e símbolo da resistência negra, assassinado em 20 de novembro de 1695. O Quilombo dos Palmares foi fundado no ano de 1597, por cerca de 40 escravos foragidos de um engenho situado em terras pernambucanas. Em pouco tempo, a organização dos fundadores fez com que o quilombo se tornasse uma verdadeira cidade.