Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher será lembrado em todo o País

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A Câmara dos Deputados realiza no dia 25 de novembro, sexta-feira da desta semana, sessão solene em homenagem ao Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher. O ato terá início às 15h, no plenário Ulysses Guimarães, e foi proposto pelo deputado Vicentinho (PT/SP).


A data será lembrada também em outras localidades do País, com manifestações e debates organizados por entidades de defesa dos direitos das mulheres. A Secretaria de Promoção das Mulheres, vinculada ao governo federal, escolheu a cidade de Salvador para ser palco da programação nacional. Estão previstas atividades culturais e ato público de reafirmação do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres.


No dia 25 de novembro, terá inicio a 21ª campanha internacional – “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”. O lema deste ano da campanha será “Da paz no lar, até a paz no mundo: desafiemos o militarismo e acabemos com a violência das mulheres”.


Três dimensões da violência estatal contra as mulheres serão abordadas: a violência sexual que frequentemente ocorre durante e depois dos conflitos, a violência sexual e a violência com base no gênero perpetrada por agentes do Estado, mais especificamente pela polícia e pelas Forças Armadas e a violência política contra as mulheres, que pode ocorrer antes, durante e após as eleições. A campanha será encerrada em 10 de dezembro, quando se celebra o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Histórico – A data de 25 de novembro foi estabelecida no primeiro Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, realizado em Bogotá, Colômbia, em 1981, em homenagem às irmãs Mirabal. “Las Mariposas”, como eram conhecidas as irmãs Mirabal – Patria, Minerva e Maria Teresa – foram brutalmente assassinadas pelo ditador Trujillo em 25 de novembro de 1960 na República Dominicana. Neste dia, as três irmãs regressavam de Puerto Plata, onde seus maridos se encontravam presos. Elas foram detidas na estrada e foram assassinadas por agentes do governo militar. Os militares simularam um acidente para explicar a morte delas.