DIANTE DE NOVO PDVE, EMPREGADOS COBRAM REPOSIÇÃO DOS QUADROS

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Os empregados da Caixa Econômica Federal, através da Contraf-CUT, estão reivindicando a reposição do quadro de bancários da Caixa. O banco encerrou 2018 com o menor número desde 2014, quando trabalhavam na Caixa 101 mil pessoas. Hoje são 84 mil. Para piorar, o presidente da Caixa anunciou, dia 17/5, o novo programa de demissão voluntária (PDVE). O objetivo é reduzir até 3,5 mil dos 28 mil empregados que trabalham na matriz e em escritórios regionais da Caixa. O prazo para adesão dos interessados é até 7/6.


Este é o terceiro PDVE aberto pela Caixa nos últimos anos. No primeiro, em 2017, o alvo eram os empregados aposentados pelo INSS ou que poderiam se aposentar até 30 de junho daquele ano. Em julho, o banco anunciou a reabertura para completar a meta de 10 mil que não foi cumprida inicialmente.

Todos os planos implementados partiram de uma decisão unilateral do banco, sem qualquer tipo de negociação com os representantes dos trabalhadores. Essa é mais uma tentativa do governo de enfraquecer o banco, num modelo que se parece muito com o que era praticado na era FHC, nos anos 90. As demissões desenfreadas, tidas como voluntárias, serão aceleradas. O sonho de uma Caixa sintonizada com os desafios do Brasil ficará cada vez mais distante. O banco é um dos maiores instrumentos de política social, mas esse perfil será riscado do mapa caso esse processo obtenha êxito.


CONCURSO 2014 – Diante dos protestos, a Caixa anunciou que os candidatos aprovados no concurso de 2014 começam a ser chamados a partir do dia 3/6, sem estipular quantos seriam chamados. Segundo o banco, a convocação será feita conforme a necessidade e estratégia da instituição financeira. A expectativa é que 25% desse público seja composto por pessoas com deficiência física. De acordo com dados da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), no ano passado houve uma redução de 2.728 funcionários no quadro de pessoal do banco.


“A nossa luta é para melhores condições de trabalho e de atendimento à população. Para isso, precisamos de mais trabalhadores e não menos. O desmonte da Caixa pelo governo Bolsonaro está cada dia mais claro, mas estamos lutando diariamente contra o sucateamento do banco e pela manutenção da Caixa 100% pública, o que é fundamental para o desenvolvimento do país”
Marcos Saraiva, diretor do Sindicato e da Fenae