Diretores do SEEB/CE, funcionários do BB, avaliam proposta para a Cassi como insuficiente

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Depois de dois anos de negociações, o Banco do Brasil apresentou na terça-feira, dia 30/1, uma proposta para a Cassi, que não foi bem recebida pelo movimento sindical.

“A proposta do BB é insuficiente. Além de não resolver o problema do custeio da Cassi, o banco ainda tenta tomar a gestão da entidade para si, quando sugere o voto de Minerva”, comentou Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Os diretores do SEEB/CE, funcionários do Banco do Brasil, se pronunciaram dizendo que a proposta apresentada é financeiramente insuficiente para resolver os problemas da Cassi e que é inaceitável o voto de Minerva na diretoria e no Conselho Deliberativo. O voto de Minerva possibilitaria ao Banco, sempre que achasse conveniente, o aumento da co-participação, a retirada de benefícios e a tomada de decisões administrativas que nem sempre visam os interesses dos associados. Além disso, na co-participação, é necessário manter a proposta da Comissão Negociadora, que exclui dos exames de rotina os portadores de doenças crônicas (Aids, câncer, diabetes etc.) e incapacitados permanentes, uma vez que esses casos não necessitam de moderação, mas sim de acompanhamento constante, além da implementação imediata do Plano Odontológico, dentre outros.


Principais pontos da proposta dos bancários do BB

 

Contribuição – imediata regularização do percentual de recolhimento da contribuição patronal sobre o salário dos funcionários admitidos a partir de 1998;

 

Déficit – Assunção pelo BB do déficit operacional dos dependentes indiretos;

 

Fator moderador – instituição do fato moderador em exames laboratoriais e radiológicos, respeitados aspectos técnicos e limitados a 1/24 avos do salário bruto;

 

Plano odontológico – introdução da cobertura;

 

Integralização – além do valor de R$ 200 milhões para investimento em serviços próprios, faz-se necessário o aporte de mais R$ 200 milhões para recompro as reservas do Plano de Associados;

 

Estatuto – reforma estatutária após a negociação de aspectos relacionados a modelo de gestão e mecanismo de custeio, entre outras atualizações necessárias;

 

Negociações – o modelo proposto se baseia em negociação anual ou a cada dois anos, pactuada por representantes do funcionalismo e do Banco do Brasil;

 

Consulta ao Corpo Social: O resultado da negociação necessariamente deverá passar por consulta ao Corpo Social.