Dirigentes eleitos divulgam propostas para sustentabilidade da Cassi

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Os dirigentes eleitos da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) divulgaram dia 10/4 a décima edição do boletim Prestando Contas Cassi, na qual apresentam suas propostas para a sustentabilidade da entidade, que incluem o equacionamento do déficit financeiro do Plano de Associados e medidas que vão da gestão à ampliação do Sistema Integrado de Saúde.


A Cassi fechou o exercício de 2014 com um déficit de 108 milhões, resultado consolidado do Plano de Associados (déficit de 177 milhões) e dos Planos Cassi Família I e II (superávit de 68 milhões). Isso não foge do que acontece com todo o setor de saúde, que movimenta mais de R$ 100 bilhões ao ano e enfrenta grave crise de sustentabilidade.


Para se alcançar o equilíbrio e a sustentabilidade, os dirigentes eleitos defendem a extensão para o conjunto dos associados do Modelo de Atenção Integral à Saúde, baseado na Estratégia Saúde da Família (ESF). O programa, conhecido como Excelência no Relacionamento, foi entregue ao Banco do Brasil em dezembro passado e é constituído de iniciativas estratégicas com cinco eixos estruturantes: aperfeiçoamento dos mecanismos de regulação; gestão da rede de prestadores; acesso qualificado através do Sistema Integrado de Saúde; gestão integrada de informações de estudos estatísticos e atuariais; aperfeiçoamento dos processos orientados ao Sistema de Saúde Cassi.


Para solucionar o déficit do Plano de Associados, o Banco do Brasil propôs em dezembro que o Corpo Social aumentasse em 50% o valor de suas mensalidades, o que daria uma receita nova anual para a Cassi de cerca de R$ 300 milhões. A proposta dos dirigentes eleitos, ao contrário, é que o BB faça duas contribuições extraordinárias do mesmo valor, de R$ 300 milhões, em 2015 e 2016, para que as iniciativas estratégicas estruturantes sejam implantadas em suas primeiras fases, o que já garantiria uma economia de R$ 165 milhões até 2017.


Para conferir o boletim Prestando Contas Cassi na íntegra, acesse: http://goo.gl/8eyK9Q.


“Essa proposta dos eleitos, por ser extraordinária e não de aporte definitivo, não gera a obrigação alegada pela direção do banco de cumprir a CVM 695 em fazer provisões no balanço do banco por obrigações passivas relativas aos aposentados. Além disso, com o novo modelo, após as fases estruturantes, a Cassi passará a administrar receitas e despesas em novos patamares, favorecendo os dois patrocinadores: o BB e o corpo social”
José Eduardo Marinho, diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará e Conselheiro Fiscal da Cassi