Em pleno século XXI mulheres ainda sofrem com a desigualdade

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Elas são mais sensíveis, lêem mais, vão mais ao teatro, cinema, museus e exposições. São maioria nos cursos de humanidades, têm gosto mais refinado e, em geral, têm mais anos de estudo que os homens. Mas, apesar de todas essas vantagens, as mulheres continuam discriminadas no trabalho, com salários inferiores e, em pleno século XXI, ainda sofrem com a violência doméstica.

É por tudo isso que o dia 8/3, Dia Internacional das Mulheres, mais do que uma data é um momento de reflexão. Recente pesquisa desenvolvida pelo Unifem (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher) mostra que, apesar de estudarem mais que os homens, as mulheres continuam recebendo salários menores. A diferença vem caindo, mas, no Brasil, as mulheres ainda ganham cerca de 30% a menos que os homens.

Com o objetivo de anular a desigualdade de oportunidades que ainda assola o emprego no sistema financeiro, a CNB/CUT está lançando a Campanha Nacional de Sindicalização das Bancárias.

A idéia é trazer mais mulheres para os sindicatos para que a bancária tenha as mesmas oportunidades do homem na carreira. Essa campanha abre as portas para que a categoria exponha suas expectativas para uma pauta de negociação com base em especificidades de gênero.