Empregados da Caixa exigem mais respeito e valorização

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Nós, empregados da Caixa, defendemos um banco 100% público, fomentador do desenvolvimento econômico e social do país, por meio de políticas públicas. Defendemos também uma Caixa que valorize seus trabalhadores, pois somos nós que construímos todos os dias essa empresa a serviço dos brasileiros, sobretudo dos mais carentes. Respeito é nossa palavra de ordem.


Os empregados da Caixa realizaram no dia 16/5, atos públicos exigindo mais respeito e valorização, como resposta à megafesta patrocinada pela empresa com dinheiro público realizada, em Brasília/DF, no mesmo dia, com a presença de mais de 6 mil gestores.


As manifestações do Dia Nacional de Luta foram contra a precarização das condições de trabalho e projetos que enfraquecem e diminuem a Caixa. Em carta aberta, entregue ao banco, os empregados relataram o clima de insegurança que se agrava em todas as unidades do país. Medidas unilaterais estão levando ao encolhimento da empresa e restringindo as conquistas dos bancários e bancárias. Um dos exemplos é a redução do quadro de pessoal. Graças a programas de demissão e aposentadoria, mais de 16 mil empregados deixaram o banco desde 2015, sem que houvesse a retomada das contratações, diz a carta.


A carta também cita a nova reestruturação em curso, chamada agora de Programa Eficiência, que é outro motivo de protesto dos empregados do banco.  Lançada no dia 19 de abril, a iniciativa mira na redução de despesas operacionais em R$ 2,5 bilhões até 2019.


“Mais uma vez, o que está em risco é o papel social da Caixa e os direitos da categoria. Ao contrário do que prevê o Acordo, não houve qualquer debate prévio entre a direção da empresa e nossas entidades representativas dos empregados”
Marcos Saraiva, diretor do SEEB/CE e Fenae