Empregados denunciam, de novo, condições de trabalho precárias no Edifício Sede

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Elevadores ora funcionam, ora não. Sem ar condicionado e agora, sem água mineral. Para os empregados do Edifício Sede da Caixa Econômica Federal, esses problemas já estão virando rotina.


Em março, o Sindicato dos Bancários do Ceará e a Apcef chegaram a paralisar parcialmente o prédio por falta de elevadores e o banco assumiu alguns compromissos, como colocar os três equipamentos funcionando na semana seguinte. De fato, após o protesto e uma reunião do Fórum Regional de Condições de Trabalho, os três elevadores passaram a funcionar, entretanto, em menos de 15 dias, os equipamentos já estavam apresentando problemas novamente. A questão é que o prédio tem 18 andares e uma escada estreita.


Há ainda setores dentro do Edifício Sede mudando de lugar por ocasião de reformas internas, mas essas mudanças são realizadas sem que a infra-estrutura esteja completa: não há, muitas vezes, divisórias, ambiente adequado, e até mesmo ar condicionado em algumas dependências.


Aliás, o ar condicionado é outro calvário dos empregados, pois a central de ar é antiga e funciona precariamente.


Além disso, segundo denúncias que chegaram ao Sindicato, a distribuição de água mineral, de responsabilidade da Gilog, não está sendo feita.


Há ainda uma indefinição quanto ao setor de Telemarketing. A Caixa enviou à Fortaleza um representante da gerência nacional de Infra-Estrutura para acertar a transferência do setor para outro prédio. O banco informou que a definição aconteceria até o dia 31 de março, mas até agora, nada.


O Sindicato dos Bancários lembra que já há na Procuradoria Regional do Trabalho um processo contra o Edifício Sede da Caixa por más condições de trabalho. “O Sindicato dos Bancários já pediu agendamento de uma nova reunião do Fórum para tratar desses assuntos e de pendências nas agências e estamos aguardando agendamento com as áreas responsáveis”, informou o diretor do Sindicato, Jefferson Tramontini.


“Hoje, se houver uma emergência no prédio, não dá tempo nem de evacuar, pois as escadas são estreitas e os elevadores não funcionam adequadamente. Estamos aguardando e pressionando para que o Fórum se reúna, mas se demorar, vamos tomar outras providências. Já paramos o prédio parcialmente uma vez e, se os problemas persistirem e nada for feito, nós vamos parar de novo por um dia todo ou até mais, se for necessário”
Jefferson Tramontini, diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará e da Apcef/CE