Empregados realizam Dia Nacional de Luta contra retirada de direitos e por condições de trabalho

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As promessas de valorização da Caixa Econômica Federal e dos empregados não passam de discursos vazios do atual grupo político que assumiu a presidência do banco. O que tem ocorrido revela a total falta de comprometimento com a categoria. Nas unidades de todo o País, o clima é de apreensão devido a mudanças, principalmente em relação às funções de caixa, tesoureiro e avaliador de penhor.


É por isso que no dia 3 de agosto (quarta-feira), trabalhadores de todo o País vão protestar contra a retirada de direitos e as péssimas condições enfrentadas diariamente. Também como parte desse processo de luta, em 2 de agosto, será realizado um tuitaço. Nesse dia, todos devem fazer postagens nas redes sociais com a hashtag #CaixaNãoMexaNosMeusDireitos.


A decisão de não nomear novos caixa, mesmo em casos de vacância por aposentadoria ou promoção, foi anunciada pela empresa na negociação permanente de 2 de junho. Foi criada a figura do caixa minuto, ou seja, outro empregado é deslocado para a atividade. As alterações constam no RH 184, que trata da mudança de critérios na incorporação da função e está sendo minuciosamente analisado. A incorporação acabou no governo FHC e foi reconquistada em 2006. Querem retirar novamente.


No caso dos tesoureiros, a transferência das Rerets para a hierarquia das unidades, ocorrida na primeira onda da reestruturação, tem gerado sérios transtornos. Há gestores aproveitando-se para deslocar esse trabalhador para diversas outras tarefas. Entre outros problemas, isso gera sobrecarga. Já os técnicos bancários estão sendo transferidos para centros de documentação, fazendo vezes de tesoureiro.


No dia 5 de julho, a Caixa informou, em comunicado enviado à toda a rede, que deixaria de pagar o adicional de insalubridade dos avaliadores de penhor. Após a pressão da Comissão Executiva dos Empregados, o banco recuou e manteve em julho o pagamento do valor, dando prazo até 11 de agosto para que as entidades representativas apresentem argumentos e laudos técnicos pela manutenção do adicional. A empresa alega que o ambiente de trabalho se tornou salubre, mas não é o que dizem os trabalhadores.


“No próximo dia 3 de agosto, os empregados realizam um Dia Nacional de Luta pela Caixa 100% Pública, por Contratação e contra a Retirada de Direitos na Caixa. O nosso objetivo é o de cobrar, acima de tudo, respeito aos empregados por parte da direção do banco”
Marcos Saraiva, diretor do Sindicato e representante da Fetrafi-NE na CEE/Caixa