Emprego é a principal reivindicação dos bancários na Campanha 2017

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Emprego, ao lado de Saúde, são as prioridades dos funcionários de todos os bancos para a Campanha Nacional 2017. Essa reivindicação está na pauta de todas as minutas a serem apresentada aos bancos em mesa de negociação.


Nos encontros de bancos privados, por exemplo, realizados no período de 6 a 8 de junho, um dos destaques ressaltados por todos bancários presentes como importante, e que todos terão de batalhar muito, é a questão do emprego.  Com a terceirização à nossa porta, este tema se torna prioritário para todos os trabalhadores e o emprego decente está na nossa linha de frente.


Setor bancário reduziu 9.621 postos em 2017

Os bancos fecharam 9.621 postos de trabalho no País entre janeiro e maio de 2017, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), aponta análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O último mês com saldo positivo de empregos foi janeiro de 2016, quando houve mais contratações do que demissões. Desde então, foram registrados apenas saldos negativos.


A análise do Dieese revela que os “bancos múltiplos com carteira comercial”, categoria que engloba bancos como, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, entre outros bancos menores, foram responsáveis pela maioria dos postos fechados (-4.960 postos ou 51,6% do total). A Caixa Econômica foi responsável pelo fechamento de 4.368 postos (45,4% do total de postos fechados).


No Ceará – No Estado, de janeiro a maio deste ano, foram contabilizadas 241 desligamentos, sendo o mês de março o campeão com 122 demissões. A maioria dos desligamentos foi através de planos de incentivo à aposentadoria: 104. Isso é comprovado pelo tempo de serviço e idade dos desligados: 62% tinham mais 25 anos de banco e 50% mais de 50 anos de idade. Outras 75 demissões aconteceram sem justa causa. Entre os bancos onde houve mais desligamentos, a Caixa foi a campeã, também devido aos planos de incentivo: 102 (42,3%); seguida pelo Bradesco com 55 demissões, Itaú (18), BB (16) e CCB (ex-BIC), com 12.


Motivos dos Desligamentos – Do total de desligamentos nos bancos, 52% (9.573) foram sem justa causa. A participação dos desligamentos a pedido foi expressiva, 41% do total (7.505), devido à concentração dos desligamentos na Caixa Econômica Federal por meio do Plano de Desligamento Voluntário Extraordinário (PDVE) que impactou principalmente o mês de março de 2017.


Desigualdade de gênero – As 4.409 mulheres admitidas nos bancos nos cinco primeiros meses de 2017 receberam, em média, R$ 3.530,69. Esse valor corresponde a 67,3% da remuneração média auferida pelos 4.294 homens contratados no mesmo período. A diferença de remuneração entre homens e mulheres é observada também na demissão. As 9.306 mulheres que tiveram o vínculo de emprego rompido nos bancos entre janeiro e maio de 2017 recebiam, em média, R$ 6.397,68, o que representou 79,0% da remuneração média dos 9.018 homens que foram desligados dos bancos no período.


“O tema emprego está na ordem do dia e nós temos que nos unir e lutar para manter não só o emprego, mas os nossos direitos. #NenhumDireitoAMenos!”
Carlos Eduardo Bezerra, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará