Falta responsabilidade: além de demitir, banco não investe em segurança

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Para aumentar ainda mais seus lucros, os bancos deixam de investir em equipamentos de segurança.  O caso mais emblemático é do Itaú. A Contraf-CUT enviou ofício à direção do banco no dia 7/2 solicitando reunião urgente para discutir a implementação do novo modelo de “agências de negócios”, ou “loja de atendimento”, onde trabalham bancários, funcionam caixas eletrônicos, mas não existem vigilantes nem equipamentos de segurança.   Em 2013, o Itaú teve o maior lucro líquido (R$ 15,8 bilhões) da história do sistema financeiro nacional.


Apesar desse lucro gigantesco, o Itaú já implantou, sem qualquer discussão com o movimento sindical, esse novo modelo de “agências de negócios”. Em Fortaleza, uma agência localizada na Avenida Monsenhor Tabosa segue esse modelo, trazendo medo e insegurança para funcionários e clientes.


Em 2013, o Sindicato dos Bancários do Ceará fez várias manifestações nessa unidade em Fortaleza, inclusive com seis dias de paralisação da agência em junho passado, sendo impedido de continuar por conta de um interdito proibitório interposto pela Justiça do Trabalho a pedido do Itaú. Essa unidade ficou conhecida como “loja do Itaú”, seguindo o exemplo das lojas existentes naquela avenida, uma área de concentração de turistas.


Mas a direção do banco insiste em manter esse modelo vulnerável de agência, descumprindo a lei federal nº 7.102/83, na medida em que há movimentação de numerário diante da existência de caixas eletrônicos, onde ocorrem operações de abastecimento e saques em dinheiro.   Os funcionários daquela unidade, bem como de outras espalhadas pelo País, com medo, exigem a instalação da porta de segurança e a presença de vigilantes, que são medidas indispensáveis para trazer segurança aos bancários e clientes.


Reivindicações às autoridades – Diante do descaso dos bancos com a segurança, a Contraf-CUT e a CNTV entregaram no dia 30/1, à Secretária Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça, a pesquisa nacional sobre as mortes envolvendo bancos e o estudo do Dieese sobre a falta de segurança nas agências, com o objetivo de sensibilizar o governo federal para a gravidade do problema. No dia 6/2, a Contraf-CUT  também enviou ofícios ao Ministério da Justiça e à Polícia Federal para denunciar a falta de segurança nas novas “agências de negócios” do Itaú e solicitar que tomem medidas para que o banco proteja a vida das pessoas.


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É inadmissível que um banco com sucessivos recordes de lucro, como o Itaú, coloque em risco a vida de seus trabalhadores e clientes. Além de não investir em segurança, ainda demite descaradamente, o que fica caracterizado como provas de desumanidade e irresponsabilidade cometidas pelo banco”
Ribamar Pacheco, diretor do Sindicato e funcionário do Itaú