Fenaban mantém proposta de call center e mesa temática não avança

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A Fenaban manteve na reunião do último 15/3 da mesa temática de Terceirização, em São Paulo, a mesma formulação e os posicionamentos apresentados no último encontro, em junho de 2011, já criticados na ocasião pela Contraf-CUT, federações e sindicatos.


Assim, a área específica do call center definida como foco da negociação continua sendo apenas aquela que envolva as atividades receptivas, nas quais seja acessada diretamente a conta corrente do cliente, em operações conclusivas, inclusive prestadas nos finais de semana.


Os bancários reiteraram a reivindicação de que sejam apresentados dados mais objetivos sobre as áreas em debate, particularmente sobre o número de trabalhadores envolvidos. No entanto, a Fenaban reafirmou não ter como fornecer tais informações, alegando tratar-se de dados confidenciais de cada banco.


“Essas informações são fundamentais para darmos continuidade aos debates sobre a área escolhida e a formulação ora apresentada. Sem essa materialidade, fica difícil para nós qualquer definição”, afirma Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT.


Diante do impasse, a Contraf-CUT irá convocar as federações e sindicatos para definir uma posição sobre a manutenção da proposta dos bancos para a área de call center. Depois, irá agendar nova rodada junto à Fenaban, inicialmente prevista para o final de maio.

Fórum contra Terceirização – O Fórum em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização foi recebido na quarta-feira (14/3) em audiência pelo novo presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara, deputado federal Ricardo Berzoini (PT/SP), em Brasília. O objetivo foi discutir a tramitação da regulamentação da terceirização diante do projeto de lei substitutivo ao PL 4330/04, do deputado Sandro Mabel (PMDB/GO). O substitutivo, que teve como relator o deputado Roberto Santiago (PSD/SP), amplia e facilita o processo de contratação de terceiros pelos empregadores, ameaçando assim os direitos trabalhistas. O projeto aguarda parecer na CCJC.


O Fórum solicitou ao deputado a garantia de um debate democrático dentro da CCJC durante o processo de tramitação do projeto, fato que não ocorreu na aprovação da matéria no âmbito da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (Ctasp). Berzoini assumiu compromisso de ampliar o debate.