Fenaban propõe apenas 7,5% e Comando Nacional indica greve no dia 30/9

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Na rodada de negociação realizada com o Comando Nacional dos Bancários na quarta-feira, 24/9, a Fenaban apresentou a proposta de reajuste de 7,5% (para uma inflação de 7,15% medida pelo INPC) sobre os salários e sobre todas as verbas salariais, inclusive a PLR. O Comando rejeitou a proposta no ato da apresentação, por considerá-la muito abaixo das expectativas da categoria. O Sindicato dos Bancários do Ceará realiza greve de 24 horas no dia 30/9.


“Deixamos claro que a proposta é inaceitável para os bancários porque está muito distante das reivindicações da categoria e não condiz com os resultados extraordinários dos bancos e nem com as propostas que outros setores empresariais, menos rentáveis que os bancos, estão fazendo a seus trabalhadores”, diz Vagner Freitas, presidente da Contraf/CUT e coordenador do Comando Nacional.


Os representantes dos bancários reiteraram a necessidade de uma ampliação do aumento real, da valorização dos pisos salariais, da melhoria do vale-alimentação e de aumento e simplificação da PLR. Disseram que a proposta é inferior ao acordo do ano passado e insistiram para que os negociadores dos banqueiros apresentassem uma nova proposta para que pudesse ser submetida às assembléias da categoria. Mas não houve avanço.


Para o presidente interino do Sindicato dos Bancários do Ceará (SEEB/CE), Carlos Eduardo, “a proposta da Fenaban foi insuficiente, não atendendo os eixos prioritários da campanha, tais como aumento real, aumento do piso da categoria, cesta-alimentação e PLR”. Segundo ele, “a resposta para essa provocação da Fenaban tem que ser a construção de uma greve de 24 horas e, se não houver nova proposta, greve por tempo indeterminado. Essa greve tem o objetivo de procurar avançar na negociação; procurar uma nova proposta da Fenaban. A categoria tem que defender os seus direitos através de uma grande greve”.