Fenaban se recusa a apresentar proposta e suspende negociação marcada com o Comando Nacional

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Ao tomar conhecimento da suspensão da negociação que iria ocorrer nesta semana com a Fenaban, onde os banqueiros mais uma vez brincam de negociar, o presidente da FETEC/NE, Ribamar Pacheco, afirma que é necessário intensificar o processo de mobilização da categoria para fazer frente a essa intransigência e prepotência dos banqueiros em não levar a sério o processo de negociação.

A única conquista dos bancários até agora foi o fato dos banqueiros admitirem na mesa de negociação o assédio moral na categoria. Os bancários são uma das primeiras categorias profissionais a conquistar a constituição de um Grupo de Trabalho (GT) para discutir especificamente o assédio moral nas instituições financeiras.

Segurança e assédio moral – Em protesto contra a falta de segurança, os representantes dos bancários foram para a negociação todos de preto, em luto por causa da bancária assassinada em uma agência do Sudameris, em São Paulo, há duas semanas. Como o tema vem adquirindo proporções assustadoras, a Fenaban voltou atrás e resolveu aceitar negociação em mesa específica que será constituída.

A Fenaban também teve de voltar atrás e aceitar a criação de uma mesa temática sobre assédio moral. Depois de ser desafiado na semana passada a apresentar dados técnicos sobre assédio moral, o Comando Nacional também entregou, na terça, pesquisa nacional feita com milhares de bancários que demonstra que mais de 40% relataram que foram vítimas de atitudes negativas no local de trabalho e boa parte já foi exposta a situações de assédio, além de documento com reflexões sobre o tema.

Sem avanços – Na negociação, não houve nenhum avanço em relação ao aumento real de salário e sobre a melhora na PLR. Apesar de sua lucratividade recorde, os bancos negam aumento real. Sobre PLR, não querem avançar nada na proposta feita pelos bancários, que é de um salário mais R$ 1.500, mais 5% do lucro líquido divididos de maneira linear para todos os funcionários.