Fetrafi/NE e sindicatos cobram do banco soluções para pendências do funcionalismo

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Na segunda feira, 17/3, aconteceu em Recife (PE), na sede da Fetrafi/NE, uma reunião entre a representação dos funcionários do Itaú e da direção do banco. Coordenando a mesa, pelo funcionalismo, estava o diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará e representante da Fetrafi/NE na COE Itaú, Ribamar Pacheco. Pelo banco, participaram o superintendente de Relações Trabalhistas, Marco Aurélio Oliveira, e o gerente da área, Romualdo Garbo.


Na ocasião foi protocolado, por parte da representação dos funcionários, um documento cujo objetivo foi denunciar a prática de gestores que têm contribuído de forma decisiva para a instalação de conflitos no ambiente de trabalho. No caso do Ceará, o principal problema está localizado na gestão de serviços operacionais que está permeando, de forma sistemática, o assédio moral para o cumprimento de metas abusivas.


Durante a reunião foi cobrado ainda pelos funcionários a reinstalação de porta giratória e de segurança armada nas chamadas “lojas de negócios”, como também o fim do funcionamento das agências com horário estendido.


Outra questão colocada pelo funcionalismo foi o desvio de função praticado pelos gerentes operacionais cuja função hoje nas agências se restringe à abertura de guichês de caixa, ficando constatada a escassez de funcionários atualmente nas agências levando os trabalhadores a uma sobrecarga desumana de trabalho.


Além disso, foi exigido também do Itaú o fim do rodízio de funcionários que são remanejados quase a cada dia de uma unidade para outra. Por fim, foi exigido do banco que ele divulgue o nome dos elegíveis às bolsas do auxílio-educação.


A representação do banco ficou de, em breve, voltar à mesa de negociação trazendo respostas às reivindicações colocadas pelos funcionários.


Para o diretor do Sindicato, Ribamar Pacheco, “a expectativa dos trabalhadores é que o banco saia da sua posição de ganância e respeite aqueles que são os verdadeiros responsáveis pela alta lucratividade que o banco tem atingido nas últimas décadas”, concluiu.