Fim da greve nos bancos privados e Caixa. Greve continua no BB e BNB

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Após 15 dias de greve e rodadas de negociações arrancadas com muita pressão dos bancários, termina a greve na base do Sindicato dos Bancários do Ceará nos bancos privados e na Caixa Econômica Federal. A greve continua no Banco do Brasil e Banco do Nordeste, que tiveram suas propostas rejeitadas pela categoria durante assembleia realizada nesta quarta-feira, dia 13/10, na sede do Sindicato, com a presença de 554 bancários.


A proposta da Fenaban inclui índice de reajuste de 7,5% (o que representa aumento real de 3,1%) para quem ganha até R$ 5.250. Para salários superiores, a proposta prevê um fixo de R$ 393,75 ou reajuste de 4,29% (inflação do período) – o que for maior.


Também na proposta melhora a PLR e valoriza o piso salarial. “Tivemos avanços na proposta dos bancos, como resultado da força da greve dos bancários”, avaliou Carlos Eduardo Bezerra, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará.


Na segunda-feira, 13º dia da greve nacional, 8.187 agências foram fechadas em todo o País, de bancos públicos e privados, além de dezenas de centros administrativos de todos as instituições financeiras, conforme levantamento encaminhado pelos sindicatos à Contraf-CUT.

PROPOSTA DA FENABAN APROVADA


● Reajuste de 7,5% (o que representa aumento real de 3,1%) para quem ganha até R$ 5.250,00.


● R$ 393,75 ou reajuste de 4,29% (inflação do período) para os salários superiores a R$ 5.250,00 – o que for mais vantajoso para os bancários.


● Reajuste de 16,33% (aumento real de 11,54%) nos pisos salariais, que ficariam assim:

– Portaria: R$ 870,84.

– Escritório: R$ 1.250,00.

– Caixa: R$ 1.250,00.


PLR:

– Regra básica: 90% do salário mais R$ 1.100,80, com teto de R$ 7.181,00.


– Parcela adicional : 2% do lucro líquido distribuídos linearmente, com teto de R$ 2.400,00.


– Isso significa que na regra básica o reajuste é de 7,5% e na parcela adicional de 14,28%. Caso a distribuição do lucro líquido não atinja 5% com o pagamento da regra básica, os valores serão aumentados até chegar a 2,2 salários, com teto de R$ 15.798.


– Antecipação da PLR: 60% da regra básica mais 50% da parcela adicional até 10 dias corridos após a assinatura da Convenção Coletiva.


Gratificação de caixa: R$ 311,67.


Outras verbas de caixa após 90 dias: R$ 147,38.


Adicional tempo de serviço: R$ 17,83.


Gratificação de compensador de cheques: R$ 101,56.


Auxílio-refeição: R$ 18,15.


Auxílio-cesta alimentação: R$ 311,08.


13ª cesta-alimentação: 311,08.


Auxílio-creche/babá: Reajuste de 7,5% com adequação à nova legislação sobre o ensino fundamental (6 anos de idade a partir de 2011), passando o valor para R$ 261,33 por 71 meses. Haverá uma regra de transição para quem já recebe o auxílio, conforme a idade do filho, recebendo uma antecipação em parcelas pelo valor que receberia por 83 meses.


Auxílio-funeral: R$ 599,61.


Ajuda deslocamento noturno: R$ 62,59.


Indenização por morte/incapacidade decorrente de assalto: R$ 89.413,79.


Requalificação profissional: R$ 893,63.


● Prevenção de conflitos no ambiente de trabalho, que inclui definição de mecanismos de combate ao assédio moral, a serem implementados mediante adesão voluntária dos sindicatos e dos bancos por meio de acordo aditivo.


● Compensação dos dias parados no prazo entre a data da assinatura da Convenção Coletiva e 15 de dezembro de 2010, nos mesmos moldes do ano passado.

● Segurança bancária:

– No caso de assalto, atendimento médico ou psicológico logo após o ocorrido; o banco registrará BO em caso de assalto, tentativa e sequestro; possibilidade de realocação para outra agência ao bancário vítima de sequestro; apresentação semestral de estatísticas nacionais sobre assaltos e ataques na Comissão Bipartite de Segurança Bancária.