Financiários garantem proposta de aumento real

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O reajuste de 3,09% nos salários e todas as cláusulas de natureza econômica, inclusive PLR, que representa 1,31% de aumento real é a proposta conquistada pelo Comando de Negociação dos Financiários da Contraf-CUT em reunião com a Federação Interestadual das Instituições de Crédito de Financiamento e Investimento (Fenacrefi) na retomada das negociações da Campanha Nacional 2018, no dia 18/9, em São Paulo.


Um dos maiores impasses foi a negociação quanto a criação de cláusula que regula o trabalho aos finais de semana dos trabalhadores que fazem concessão de créditos e financiamentos em lojas e concessionárias.


Os representantes dos trabalhadores conquistaram a garantia de um final de semana completo e um domingo de folga por mês. As horas trabalhadas aos sábados terão pagamento de 50% e de domingos e feriados de 100% ou poderão ser compensadas em até 30 dias depois de trabalhadas.


Quanto à cláusula de gratificação de função, que prevê 55% de comissionamento, somente em caso de ações trabalhistas futuras e caso se descaracterize o comissionamento, reconhecendo como devidas as horas extras, será descontado em execução o que já foi pago. Isso já tem sido praticado pela Justiça Trabalhista em algumas ações em andamento. A mudança não impacta aos trabalhadores ativos, tampouco nas ações anteriores à assinatura do acordo.


Outra conquista aos trabalhadores foi a possibilidade de parcelar em até três vezes o adiantamento de férias, que atualmente é descontado integralmente no mês posterior ao descanso. As demais cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foram mantidas e tem validade de dois anos, entre 2018 e 2020. Para 2019, ficou garantido a reposição da inflação com o 1% de aumento real.


As assembleias de apreciação da proposta devem ser realizadas em todo o País até o dia 1º/10.


“O processo negocial foi bastante complexo onde houve divergências de vários pontos. Finalmente conseguimos chegar a um consenso, no qual o maior beneficiado é o trabalhador”
Antônio Marcos, diretor do Sindicato e funcionário da BV Financeira