Foi o tema principal da segunda rodada de negociação com a Fenaban

18

 Os bancários conseguiram avançar em pontos importantes das negociações sobre assédio moral/violência organizacional na segunda rodada de discussões realizada na terça-feira, dia 2/9. O Comando Nacional e a Fenaban chegaram a um entendimento de que é preciso implantar uma política permanente de combate ao assédio moral e à violência organizacional e que as boas práticas de relações interpessoais devem constar como critério para a promoção profissional.


As negociações continuarão nas próximas segunda-feira e terça-feira, dias 8 e 9/9, quando serão discutidos também os outros pontos de saúde e condições de trabalho, segurança bancária e igualdade de oportunidades. “Foi um dia muito produtivo de discussões porque estamos conseguindo aprofundar e avançar no debate sobre assédio moral, que é de extrema importância para a categoria bancária”, avalia Vagner Freitas, presidente da Contraf/CUT e coordenador do Comando Nacional.


O Comando Nacional defende a necessidade de se estabelecer uma política permanente de combate ao assédio moral/violência organizacional, que vise não apenas a punição de pessoas que a praticam, mas que tenha como foco a mudança da cultura das empresas.


Os representantes dos bancários propõem a elaboração de um documento estabelecendo diretrizes para o combate do assédio moral, que faça parte da Convenção Coletiva dos Bancários. Essas diretrizes devem prever a implementação de um manual de conduta com orientações explícitas para se evitar a prática do assédio moral/violência organizacional nos locais de trabalho, além de reconhecer o direito de os bancários poderem denunciar os casos de abusos diretamente aos sindicatos.


“A nossa expectativa é que todas as rodadas de negociação transcorram nesse clima e que consigamos, com o diálogo, avanços importantes para a categoria. No entanto, se isso não acontecer, estamos dispostos a usar todos os recursos, inclusive a greve, para fazer valer nossos direitos”, afirmou o presidente interino do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo.