Fortaleza sedia terceira exposição internacional de esculturas efêmeras

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Fortaleza voltará a sediar a exposição internacional de esculturas efêmeras. Em sua terceira edição, a exposição, que acontece a partir de junho de 2013, tem como curadores o artista plástico Sérvulo Esmeraldo, idealizador da mostra; a crítica e pesquisadora Dodora Guimarães; e Ricardo Resende, diretor do Centro Cultural São Paulo.


De acordo com Sérvulo, a ideia da mostra surgiu devido à falta de incentivo do poder público a atividades culturais. Sua proposta é fazer uma exposição de esculturas dos mais renomados artistas plásticos do mundo produzidas a partir de materiais baratos, que são encontrados facilmente na cidade.


A partir da ideia de perecibilidade imediata, Sérvulo Esmeraldo formulou o projeto das “Esculturas Efêmeras”, sugerindo aos convidados que elaborassem projetos de suas obras utilizando apenas materiais simples como argila, tecido, barbante, cipós, madeiras, entre outros. Os artistas mandam o projeto da escultura e uma equipe formada por especialistas monta as obras.


Segundo o curador Ricardo Resende, os artistas deverão trabalhar com o conceito de efemeridade nas obras de arte moderna. Ele afirma que há algumas diretrizes em comum para as obras: a escultura desfaz-se em um curto período de tempo, como esculturas feitas de gelo; decompõe-se ou é destruída ao final da exposição.


Resende afirma ainda que a exposição quer repetir o feito de trazer obras de artistas renomados nacional e internacionalmente nesta edição. Segundo ele, haverá a seleção de 70 a 100 trabalhos escolhidos entre projetos de artistas nacionais e estrangeiros.


Entre os artistas plásticos que expuseram obras em edições anteriores da mostra estão Beverly Pepper, Carlos Zerpa, Dragcslev Kmjajski, José Guimarães, De Parc, Léon Ferrari, Leonilson, Ascânio MMM, Bárbara Hammann, Bob Nugent, Bruno Munari, Caciporê Torres e Guto Lacaz.


Primeira exposição – A primeira edição da mostra aconteceu em 1986, no Parque Adahil Barreto e dela participaram 81 artistas, de 17 países. Veículos de comunicação de circulação nacional consideraram a exposição um dos eventos mais importantes da década de 80. Em 1991, artistas de vários países voltaram a expor trabalhos no mesmo parque.


De acordo com Sérvulo Esmeraldo, o sol de Fortaleza é um dos grandes atrativos para projetos artísticos ao ar livre. Ele afirmou, na primeira edição do evento, que a claridade da cidade traz consigo o ambiente próprio para a escultura, tornando-se um ambiente “sem paralelo” no planeta para abrigar uma exposição desta forma de arte.