Fórum Social Mundial reúne 100 mil em Belém (PA)

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O Brasil foi palco do maior encontro da sociedade civil e movimentos sociais do planeta. Durante toda a semana passada, (de 27/1 a 1º/2) Belém, capital do Pará, abrigou a nona edição do Fórum Social Mundial (FSM), que reuniu cerca de 100 mil participantes, de acordo com a organização do evento. Os investimentos na cidade para a reunião giraram em mais de R$ 100 milhões. A Contraf/CUT esteve presente no FSM, participando da organização de quatro oficinas e o Sindicato dos Bancários do Ceará também enviou participantes para o evento.


Realizado em Porto Alegre em 2001, 2002, 2003 e 2005, o FSM passou pela Índia, em 2004, pela Venezuela, em 2006, pelo Quênia, em 2007, e no último ano não teve um epicentro, com a realização de eventos simultâneos em 82 países.


Considerado o principal contraponto ao Fórum Econômico Mundial, que aconteceu paralelamente em Davos, na Suíça, o FSM não concentrou a discussão apenas sobre a crise financeira internacional. Também estiveram na ordem do dia as crises ambiental e de segurança alimentar, que justificam inclusive a escolha de uma sede amazônica para o Fórum.

“Por causa da crise climática, decidimos realizar o Fórum no lugar que é grande patrimônio mundial. A Amazônia está no centro desse debate e não pode ser vista como um poço de gás carbônico. Queremos mostrar que é um território humanizado, cheio de alternativas. Assim como Chico Mendes mostrou o lado social da Amazônia ao mundo, vamos expressar o socioambiental, que é o grande desafio”, apontou Cândido Grybowski, um dos articuladores do Fórum e organizador da etapa 2009.


Definido como um evento apartidário e sem ligação com governos, o FSM não deixa de ser uma oportunidade política, e foi diferente em Belém, principalmente para as lideranças regionais.