Funcionários clamam: #Eu Não Mereço Ser Assediado. Meta: 100% não, 300%!

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Em visitas de rotina às diversas agências do Bradesco existentes no Estado, os diretores do Sindicato dos Bancários do Ceará vêm recebendo sempre as mesmas queixas: assédio moral declarado, abuso na cobrança do cumprimento de metas e pressão por cima de pressão. Somem-se a isso episódios recorrentes de superlotação das agências, extrapolação da jornada de trabalho, constantes ameaças de demissão e quadro reduzido de funcionários para atender à demanda.


Segundo o Sindicato dos Bancários tem apurado, não há mais no Bradesco qualquer tipo de treinamento corporativo, nem contratações. Em contrapartida, demissões e ameaças estão sobrando. Para o diretor da entidade, Gabriel Motta, “o que não falta é trabalho. Existe muita sobrecarga, cobrança pesada para o cumprimento de metas cada vez mais abusivas, o que vem causando elevação no número de adoecimentos, além de um clima de medo, terror e descontentamento. O Bradesco está jogando seus funcionários na fogueira sem dó nem piedade”, explica.


Com relação ao assédio moral, os gestores possuem postura desrespeitosa com os funcionários, utilizando muitas vezes de ironia para constranger os bancários. “Ninguém escapa de ouvir frases do tipo ‘você está brincando de ser gerente’, ‘o banco está mudando e você não está acompanhando’, além de sucessivas ameaças de demissões caso a agência não cumpra a meta, caso não apresente os resultados cobrados, entre outras coisas”, completa Gabriel.


Denuncie – O dirigente lembra que o Sindicato possui um canal confiável e que garante o anonimato, através do site da entidade, para denunciar qualquer irregularidade cometida dentro das agências.  O bancário pode ainda denunciar através do telefone (85) 3252 4266.


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“Exigimos que o Bradesco respeite seus funcionários, colocando fim ao assédio moral praticado nas agências. O funcionalismo tem sofrido com as pressões no ambiente de trabalho, ficando sobrecarregados e até mesmo adoecendo. O Sindicato continua na luta para impedir os abusos e o assédio moral no banco”

Gabriel Motta, diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará e funcionário do Bradesco