Funcionários cobram mais contratações e negociação sobre Cassi

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Em negociação com o Banco do Brasil, no dia 25/3, a Contraf-CUT, assessorada pela Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, apresentou pauta onde constava o balanço dos compromissos firmados nos acordos coletivos, entre outras demandas.


Os dirigentes sindicais cobraram algumas pendências para correção, envolvendo as substituições no PSO e também no que se refere ao pagamento de vale transporte em dinheiro. Cobraram do banco um contato com as empresas fornecedoras de cartões de transporte, no sentido de facilitar aos funcionários as recargas. O banco ficou de verificar a correção de valores nos casos das cidades onde existem tarifas diferenciadas e o crédito for a menor.


Os representantes dos funcionários cobraram do BB as contratações anunciadas e o número de funcionários excedentes, além de explicações sobre o corte de três mil dotações. O banco adiantou que nos casos de excedentes sem vaga na mesma praça não haverá pressão para remoção nem transferência compulsória.


Reestruturações – A Contraf-CUT, federações e sindicatos cobraram pendências ainda existentes nas reestruturações das Gecex, Auditoria e o andamento das reestruturações nas agências setor público e Gecor, cujos dados serão apresentados posteriormente.


A Comissão de Empresa solicitou ao banco informações sobre a questão dos 15 minutos de intervalo das mulheres antes de iniciar uma jornada extraordinária. Cobrou ainda do BB que faça a alteração efetiva no ponto eletrônico das mulheres, criando o registro do intervalo e que, até que se faça o registro efetivo, o banco pague a hora extra integral sem desconto dos 15 minutos desde o dia da implantação da medida até que resolva definitivamente. Esse assunto ainda será tema de discussões futuras, considerando o passivo trabalhista acumulado ao longo dos anos onde não foi observada a regra da lei.


Condições de trabalho – Os representantes dos funcionários denunciaram que o sistema de triagens, que está sendo exigido, tem feito muitos gestores cobrarem dos caixas relatórios sobre o porquê atendeu clientes com transações abaixo de R$ 800,00. Na avaliação da Comissão de Empresa, essa medida é arbitrária e aumenta a pressão sobre os trabalhadores. O BB informou que não é orientação da empresa o preenchimento desses formulários e que vai emitir comunicado a respeito.


Negociação sobre Cassi e Previ – Os dirigentes sindicais protocolaram um ofício ao BB, solicitando a abertura imediata de negociações sobre a Cassi, sobre os problemas financeiros da Caixa de Assistência. Solicitou também uma negociação específica sobre a devolução da parte patronal do Previ Futuro.


“O assunto Cassi já virou tema das rodas de conversa dos funcionários nos locais de trabalho e já foi parar na grande imprensa. É inadmissível que o banco se recuse a negociar com os representantes dos trabalhadores. Por isso, solicitamos a instalação de uma mesa em caráter urgente. Também precisamos retomar discussões como as condições de trabalho e os processos administrativos”
José Eduardo Marinho, diretor do Sindicato e Conselheiro Fiscal da Cassi