Funcionários debatem bancarização de trabalhadores da Fináustria

5


A Contraf-CUT, federações e sindicatos se reuniram na terça-feira (13/5), com a direção do Itaú para discutir a bancarização dos trabalhadores da área de financiamento de veículos, a Fináustria. Trata-se de um setor do banco que possui 1.829 empregados em todo o País.


Na negociação, ocorrida em São Paulo, o superintendente de relações sindicais do Itaú, Marco Aurélio de Oliveira, afirmou que o banco pretende integrar os trabalhadores, que hoje são comerciários, à categoria bancária. Para Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT, é fundamental garantir os diretos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários para esses trabalhadores. “O piso desses trabalhadores gira na média de R$ 900,00 como comerciários. Com a bancarização passará para R$ 1.648,12, que é o piso da categoria bancária, beneficiando imediatamente mais de 500 trabalhadores da área de financiamentos. Eles também continuarão recebendo as comissões pelo financiamento de veículos”, afirma Carlos Cordeiro.


Pela proposta apresentada, os trabalhadores terão direito à PLR (Participação nos Lucros e Resultados), PCR (Participação Complementar nos Resultados), auxílio-educação, reembolso do combustível ao utilizar automóvel no trabalho e todas as demais conquistas da categoria.


Outra mudança importante está na jornada, que passa a ser de 6 horas em vez de 8 horas diárias. A jornada trabalhada aos sábados será considerada hora extra com adicional de 50%, e aos domingos e feriados, a hora extra terá adicional de 100%. “Os trabalhadores também terão direito de folgar um final de semana cheio por mês. Atualmente, como comerciários, esses trabalhadores nem sempre conseguem descansar aos finais de semana”, explica Ribamar Pacheco, diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará e representante da Fetrafi-NE na Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco.


============


“Essa reivindicação do movimento sindical contempla o fim da precarização do trabalho exercido por trabalhadores que não são bancários, mas que laboram dentro das dependências das agências. Será um avanço na resolução dessa questão e na busca por melhores condições de trabalho e ganhos financeiros”

Ribamar Pacheco, diretor do Sindicato e representante da Fetrafi-NE na COE Itaú