Funcionários do Banco do Brasil param unidades e denunciam plano de funções

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Na quarta-feira, dia 20/3, os funcionários do Banco do Brasil reagiram com paralisações contra o plano de funções imposto pela direção, em Fortaleza, seguindo orientação do Comando Nacional dos Bancários. Foram paralisadas durante todo o dia, com o apoio do Sindicato dos Bancários do Ceará, a Superintendência do BB, as agências Comercial Aldeota e  Aldeota,  e a unidade de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. Os funcionários cobram abertura de negociação sobre o plano de funções, que causa descontentamento em praticamente todos os setores do banco.  Este é um recado claro de insatisfação com o plano de funções, responsável pela redução média de 16,25% dos proventos dos bancários.


Segundo o presidente do SEEB/CE, Carlos Eduardo Bezerra, “este é um dia de paralisação no Banco do Brasil protestando contra o plano de funções que está se caracterizando como gestão temerária. O BB estabeleceu um novo plano de funções que retira direitos, estabelece o risco de duplicar o passivo trabalhista da empresa, reduz a remuneração de funções que o banco já havia confessado na justiça que são funções de 6 horas, que inclusive prejudica o processo de conquista de direitos”, denuncia.


Ele explica que “as conquistas são referentes à carreira, fruto das últimas negociações que estabeleceram aumento real de salário, aumento do piso, da carreira de mérito, onde os colegas que recebiam as suas funções mais essas verbas, o banco agora está colocando uma grande verba variável para engolir tudo isso. Ou seja, fragilizando toda a estrutura de remuneração do banco”.


O dia foi dia de paralisação em todo o País num Dia Nacional de Luta, onde bancários do Banco do Brasil protestam contra o plano de funções imposto pela direção do banco. “O BB está escolhendo não dialogar, está escolhendo não negociar, escolhendo o enfrentamento. Os funcionários estão na luta para defender seus direitos. A paralisação é por todo o dia de hoje”, finalizou Carlos Eduardo.


Plano atinge muitos – No Ceará, esse plano de funções atinge mais de 400 assistentes de negócios, mais de 1.000 comissionados da rede de agências e atinge todas os funcionários com funções gratificadas,que passam a ser de 6 horas, onde o banco está reduzindo a remuneração em 16,25% e para funções comissionadas, onde o banco mantém as 8 horas. O Banco do Brasil não está reconhecendo parte das funções que eram para ser de 6 horas e de outra parte está tirando a garantia das verbas pessoais que foram conquistadas ao longo da carreira através de complementação de função.


Reivindicação – “Queremos abrir um processo de negociações, a fim de apontar os problemas existentes no plano de funções e buscar reverter os prejuízos, uma vez que não houve diálogo com as entidades sindicais e, se não ocorrerem mudanças, o BB corre o risco de ver dobrar o seu passivo trabalhista nos próximos anos”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.


Os funcionários do BB já fizeram três dias nacionais de luta, nos dias 7 e 20 de fevereiro, mais este do dia 20 de março. As entidades sindicais já entregaram documentos com denúncias ao BB à presidenta Dilma Rousseff, ao assessor especial da Secretaria Geral da República, José Lopez Feijó, ao Departamento e Controle das Empresas Estatais (Dest) e ao Congresso Nacional.