Funcionários do Banco do Brasil realizam ato pela jornada de seis horas

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Os funcionários do Banco do Brasil realizaram na quarta-feira, 28/3, um ato em defesa da redução da jornada de trabalho de 6 horas. A manifestação aconteceu na agência do BB da Praça do Carmo, no Centro de Fortaleza.


Sobre a jornada de seis horas, o presidente da entidade, Carlos Eduardo Bezerra, esclareceu a população que a manifestação foi em nível nacional, unificando mais de 100 sindicatos. “Nós somos mais de 100 mil funcionários mobilizados”, frisou. O presidente ressaltou que “há mais de 80 anos, a legislação estabelece a jornada de seis horas”.


Além da jornada de seis horas, o presidente do Sindicato também criticou o alto número de afastamento dos funcionários, citando as estatísticas que mostram ser de 1.200 por mês.


Quanto ao tempo de atendimento, o funcionário do BB e diretor do SEEB/CE, Gustavo Tabatinga, disse que “nós temos uma legislação municipal que estabelece um atendimento em 15 minutos, mas eu faço uma aposta que você não vai ser atendido nesse tempo aqui nessa agência”. Tabatinga também citou a ausência de biombo e de aviso de proibição de uso de celular no interior da unidade, que também estão regulamentados em leis.


Em relação aos aposentados, o diretor Plauto Macedo expressou a revolta dos trabalhadores contra a postura do BB em se negar a se adequar a resolução 254 e avisou que se o banco não assinar até agosto de 2012 vai cortar benefícios para os aposentados que ingressarem no plano de previdência do banco.

Jornada de trabalho – A jornada de seis horas sem redução salarial está prevista na legislação trabalhista e é considerada uma conquista histórica dos bancários. Segundo informações da Contraf-CUT, a instituição financeira havia se comprometido a resolver o problema até junho de 2010, o que não ocorreu até então.


Além da cobrança da jornada de seis horas, os trabalhadores também reivindicam propostas efetivas do banco para as questões que estão na mesa de negociação permanente. Os bancários pedem avanços no Plano de Cargos, Carreira e Remuneração, melhorias no sistema de pontuação, com a inclusão de caixas e escriturários.


Em relação às comissões, a luta é pelo pagamento das substituições, avanços na remuneração da gerência média e a transformação da gratificação de caixa em comissão, além de processos seletivos internos transparentes.