Funcionários do BB de Antonina do Norte trabalham em condições precárias

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Uma região inteira afetada por explosões


Antonina do Norte – explosão dia 9 de junho de 2017

Assaré – explosão dia 11 de junho de 2017

Nova Olinda – explosão dia 12 de julho de 2017

Potengi – explosão dia 29 de setembro de 2017




O Sindicato dos Bancários do Ceará, em visita à cidade de Antonina do Norte (473 km de Fortaleza), se deparou com uma cena inusitada. Num quiosque de uma ilha digital, cedido pela Prefeitura, em praça pública, está funcionando a agência do Banco do Brasil do município.


Sinistrada em 9 de junho do ano passado, a agência foi explodida por 12 homens fortemente armados e ficou completamente destruída. O assalto ainda está na memória dos moradores por conta da ação violenta, com ataque à delegacia e até dois reféns foram feitos e liberados durante a fuga. Após o ocorrido, o Banco do Brasil informou que a agência será reformada, mas até agora, isso não aconteceu.


Para funcionários e clientes, a situação não é nada confortável. Além de atenderem precariamente no quiosque cedido (sem estrutura, sem segurança, não há numerário e a população tem de recorrer aos correspondentes), as cidades vizinhas, onde poderiam recorrer, também tiveram suas agências sinistradas, como é o caso de Assaré, Potengi e Nova Olinda. Assim, moradores, comerciantes locais e aposentados têm de peregrinar em busca de uma agência do BB mais próxima, quando o atendimento não pode ser feito na cidade.


“Estamos cobrando mais agilidade por parte do Banco do Brasil, pois a população está sendo prejudicada, o comércio local tem tido prejuízo e os funcionários estão trabalhando em uma situação muito precária. O restabelecimento da agência é uma questão de humanidade com toda a população de Antonina do Norte e cidades vizinhas”
Marcos Francelino, diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará