Funcionários ficam no “limbo” dentro do banco

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Para disfarçar sua política de corte de postos de trabalho, o Itaú está colocando parte dos seus trabalhadores em um verdadeiro “limbo” dentro do banco. Justificando baixa performance e falta de perfil, gestores estão deixando bancários à disposição de outras áreas, impondo que o próprio trabalhador encontre uma vaga em prazos que variam de 30 até 60 dias no máximo. Caso não encontrem, são demitidos.


O Itaú está respaldado pela reforma trabalhista de Temer, um absurdo para um banco que, apenas no 1º trimestre lucrou R$ 6,4 bilhões, crescimento de 3,9% em relação ao mesmo período do ano passado.


Para piorar, muitas vezes o próprio bancário à disposição tem de treinar o trabalhador que vai substituí-lo na sua área de origem. Como que é possível que o trabalhador não tenha perfil para trabalhar em uma determinada área, mas seja o responsável pelo treinamento de quem vai ingressar na mesma?


Quem mais sofre com essa política do banco são os PCDs. Para evitar demitir um PCD e ter de contratar outro para substituí-lo, o banco o coloca à disposição. É mais interessante para o Itaú fazer isso do que demitir o trabalhador e o mesmo entrar com uma ação e conseguir ser reintegrado. Denuncie!


“Os bancários que passam por esse problema devem procurar o Sindicato, para que a busca pela solução seja imediata, seja junto aos gestores do banco ou mesmo via judicial”
Ribamar Pacheco, diretor do Sindicato e representante da Fetrafi/NE na COEItaú