Gerentes estão maquiando atendimento negando senhas aos clientes

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O Sindicato dos Bancários do Ceará continua recebendo denúncias geradas pela Plataforma de Suporte Operacional (PSO) do Banco do Brasil. Dessa vez, a denúncia é de maquiamento do tempo de atendimento dos caixas. Alguns gerentes de atendimento não estão permitindo que sejam emitidas senhas para os caixas. Isso porque, há falta de funcionários e, consequentemente, o atendimento aos clientes tem demorado muito, além do permitido pela lei.


A falta de contratação de pessoal tem levado a sobrecarga de trabalho aos bancários e péssimo atendimento à clientela. A estratégia do maquiamento vai desde desligar a máquina de senha, alegar que está fora do ar, com defeito ou indisponibilizar o emissor de senhas através de cartão operacional, além da prática já usual e imoral de dar baixa nas senhas, no ambiente de caixas, antes do atendimento ao cliente.


As plataformas e os GAT caixa são mecanismos que o BB utiliza para medir sua capacidade de atendimento. Ao maquiar esse modelo subentende-se que a quantidade de funcionários é ideal para o atendimento, outro aspecto a ser levado em consideração é que o funcionário se coloca sob risco de fraudes e outras irregularidades.


Fornecimento de senhas é obrigatório – A Lei Estadual nº 13.312, de 17.06.2003, no Artigo 2º, Parágrafo único diz o tempo de atendimento previsto para o cliente e que este será determinado pelos horários de ingresso e de saída do usuário mediante fornecimento de senhas emitidas por aparelho eletrônico ou similar. Com isso fica registrado o tempo de atendimento ao cliente nas agências bancárias.


Entenda o PSO – O modelo PSO centraliza os caixas executivos e gerentes de serviço em uma dotação única por região abrangida, acabando com o vínculo desses funcionários com uma agência específica e permitindo o surgimento dos chamados “caixas flutuantes”, que podem atuar em qualquer unidade circunscrita naquela PSO.


“O grande problema de burlar o atendimento é que se passa a mensagem para o BB que o número de funcionários é suficiente, ou que se tem condições pra atender a contento. É um tiro no pé”
Jannayna Lima, diretora do Sindicato e funcionária do BB