Governo quer máquinas de camisinhas nas escolas

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O Governo federal premiou no dia 30/11, após a realização de concurso nos Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets), a máquina “dispensadora” de camisinhas escolhida para ser implantada em escolas públicas do País. Inicialmente, as máquinas serão colocadas somente nos colégios que fazem parte do projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), presente em cerca de 1,5 mil escolas de 400 municípios brasileiros.


“Isso não quer dizer que todas as escolas do País vão ter uma máquina de preservativos sem uma discussão prévia. Faremos, de início, uma produção em menor escala [da máquina] para teste piloto. Depois queremos fechar parcerias para ter uma produção industrial até o fim do próximo ano que vai para todas as escolas que queiram implantar esse projeto”, explicou a diretora do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde, Mariangela Simão.


A idéia, que conta com o apoio de agências das Nações Unidas como a Unesco e a Unicef, faz parte dos eventos do Dia Mundial de Combate à Aids, que aconteceu em 1º de dezembro. “A Aids trouxe a discussão da sexualidade para o público. Hoje, faz parte da nossa vida. O combate à Aids, e às outras doenças sexualmente transmissíveis, tem que estar no contexto de promoção e preservação da Saúde”, disse Mariangela Simão.


O projeto vencedor escolhido pelo governo federal para a máquina de camisinha foi desenvolvido no Cefet de Santa Catarina. Najara dos Anjos, representante do grupo vencedor, afirmou que os estudantes terão de colocar o número de sua matrícula para ter acesso aos preservativos. “Não foi definido ainda quantas camisinhas vão poder retirar por mês. Mas vai ter uma cota. A gente não sabe quantas camisinhas o governo vai poder disponibilizar”, disse Najara. Na visão da estudante, a questão da sexualidade nas escolas públicas é importante. “A prevenção é a menina dos olhos do governo”, disse ela.