Governo Temer fecha agências do Banco do Brasil e bancários vão à luta em todo o País contra o desmonte

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“Governo Temer fechou essa agência” dizia a faixa na entrada das cinco agências anunciadas para fechamento definitivo no desmonte do Banco do Brasil, em Fortaleza, dentro da proposta do governo golpista Temer. No dia 29/11, foram paralisadas as agências Monsenhor Tabosa, Santos Dumont, Lagoa de Messejana, Aeroporto e Dnocs. Os dirigentes sindicais, na ocasião, reuniram os funcionários para debater o formato e o prejuízo que essa reestruturação do BB trará, bem como as saídas possíveis.


Na semana passada, durante as várias reuniões realizadas pelo Sindicato dos Bancários do Ceará, sobre o modelo da reestruturação do BB, mostrou-se que vão ser menos bancários para fazer mais, visando aumentar a eficiência operacional do banco, seguindo o conceito do novo liberalismo, que não enxerga o ser humano. Do lado dos funcionários, tanto dos que sairão na aposentadoria, como dos que vão ficar, o Sindicato orientou como resguardar seus direitos.


Dar dicas, tirar dúvidas e discutir questões com implicações nas vidas dos funcionários foi a temática das reuniões nas agências e na sede do Sindicato. Os dirigentes sindicais disseram o porquê da reestruturação, da possível privatização e do aumento do lucro. Deram dicas para que os funcionários leiam tudo que o banco disponibilizou sobre a reestruturação e se unam entre si e com o Sindicato para se fortalecer.


Desmonte caótico – O desmonte do Banco do Brasil a partir da proposta do governo golpista Temer, de garantir o Estado Mínimo, vai desligar bancários e não mais contratar, o atendimento hoje feito por pessoas vai ficar precário, pois as agências vão perder funcionários. Em alguns locais, o atendimento humano vai acabar e o cliente vai se autoatender. Os idosos, provavelmente, não terão mais ajuda no atendimento na grande maioria das agências.


E pior, as políticas de desmantelamento social do banco estão evidenciadas nos números dessa reestruturação, pois 402 agências serão fechadas pelo País, com redução da presença física do trabalhador, com extinção de 18 mil postos de trabalho.