Greve forte de uma semana mostrou a força da categoria

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Os bancários cearenses fizeram uma semana em greve sempre firmes e dispostos a resolver a campanha por meio da negociação. No Ceará, a paralisação teve início, como no resto do País, no dia 30/9 e seguiu até o dia 6/10, com 7 dias de greve com a adesão forte na Capital e no Interior.


Depois de oito rodadas de negociação, os bancos só ofereceram 7,35% de reajuste no salário, na PLR e nos auxílios, além de 8% de aumento no piso. No entanto, com a força da greve, os bancos ofereceram nova proposta, na nona negociação com a categoria propondo reajuste de 8,5% nos salários e demais verbas e 9% no piso. Com esse índice, em 11 anos, são 20,7% de ganho real nos salários e 42,1% nos pisos. Tivemos ainda valorização da PLR, além de um reajuste expressivo para o vale-refeição.


Os bancários aprovaram as novas propostas da Fenaban, do Banco do Brasil e da Caixa em assembleias no dia 6/10 e encerraram a paralisação iniciada em 30 de setembro. “Fizemos uma greve forte durante sete dias, que mobilizou os trabalhadores e fez com que os bancos mudassem sua posição. A greve se mostrou consolidada e os bancários mostraram a sua força, coesão e disposição de luta”, disse Carlos Eduardo Bezerra, presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará.


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