Greve na Caixa segue forte em todo o Estado

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O 20º dia de greve na Caixa Econômica Federal no Ceará foi marcado pela intensa presença dos dirigentes do Sindicato dos Bancários às portas de várias agências em Fortaleza. Eles mantiveram a paralisação, mesmo com a presença de inúmeros clientes em frente às unidades, e informaram aos presentes sobre o andamento das negociações com a direção do banco e os motivos do movimento paredista.


Na agência da Parangaba, à Rua 7 de Setembro, o Sindicato levou os seus já tradicionais parceiros, a bandinha e os comediantes Coloral e Neorlândio, que animaram os transeuntes, sempre procurando fazer referências a mobilização dos bancários. Aos clientes que se deslocaram de vários cantos da cidade para efetuar alguma movimentação no banco sobraram conselhos sobre saídas alternativas, como procurar agências lotéricas e farmácias.


Na agência Iracema, localizada na Rua Floriano Peixoto, uma grande fila podia ser avistada. No entanto, depois que os dirigentes sindicais avisaram que a greve continua, o movimento diminuiu. “Após o Banco do Brasil e os bancos privados terem fechado acordo, o impasse continua na Caixa”, afirmou o diretor do Sindicato e empregado do banco, Marcos Saraiva.


Para Saraiva, a atitude intransigente da direção da CEF com os bancários tem de ser rechaçada, porque ignora a luta digna da categoria por melhorias salariais e de condições de trabalho. “A Caixa é o banco que mais representa socialmente o Governo Federal, através de programas como o PAC (Programa de Aceleração de Crescimento), ‘Minha Casa, Minha Vida’ e Bolsa Família, mas na hora de negociar com os seus empregados, oferece migalhas”, declarou.


Sem proposta, os bancários da Caixa seguem em greve por tempo indeterminado, até que uma proposta digna seja apresentada. O presidente do SEEB/CE, Carlos Eduardo Bezerra, destacou a constitucionalidade da mobilização dos bancários: “O direito de greve é inalienável para todos os trabalhadores desse País. É um direito onde quem tem dinheiro fica sem a força laborativa, forçando-os a ouvir a palavra do trabalhador”. “Queremos também mais saúde, igualdade de oportunidades e melhor distribuição dos lucros”, completou Bezerra, ressaltando mais algumas reivindicações dos bancários da Caixa.