HSBC diz à Contraf-CUT que não haverá demissão em massa

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No último dia 10/6, a Contraf-CUT, federações e sindicatos reunidos com a direção do HSBC, na sede do banco, em São Paulo, exigiram esclarecimentos sobre notícias veiculadas da venda dos ativos financeiros do banco e fim da operação no Brasil e na Turquia, que aconteceria até 31 de dezembro de 2016. Segundo o que foi publicado na imprensa, isso acarretaria a demissão de 25 mil trabalhadores nos dois países.


Os representantes do HSBC na reunião, Marino Rodília, diretor de relações trabalhistas, e Juliano Marcílio, diretor de RH, informaram que os anúncios feitos pelo presidente mundial do banco, Stuart Gulliver, foram mal compreendidos e distorcidos, e que não haverá demissão em massa de bancários no Brasil.


Segundo eles, a decisão de deixar de operar no Brasil e na Turquia faz parte da estratégia global da empresa. Eles afirmaram que há um processo normal de venda e que pretendem manter os empregados e entregar o banco operando normalmente, até que os novos controladores assumam. Os bancários permanecerão e passarão a ter um novo comando.


“O HSBC precisa dos funcionários para entregar o banco em boas condições. Não vejo preocupação em reduzir quadros no Brasil, pois temos preocupação em apresentar o grau de maturidade e eficiência da equipe”. destacou Juliano Marcílio.  O HSBC se comprometeu a fazer reuniões a cada quinze dias com a Contraf-CUT para informar como anda o processo de venda do banco.


“O Sindicato dos Bancários do Ceará ressalta que o processo de venda do banco não deve trazer intranquilidade nem colocar em risco o emprego dos trabalhadores. O compromisso de fazer reuniões a cada quinze dias é um bom começo, mas ainda falta muito para proteger os empregos dos bancários do HSBC”, destaca Humberto Simão, diretor do Sindicato e funcionário do HSBC.